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Notícias / Arqueologia

Escravo crucificado na Grã-Bretanha tem o rosto reconstruído digitalmente

Um escravo romano, crucificado na Grã-Bretanha há 1.700 anos, foi trazido de volta à vida graças a uma reconstrução digital

Redação Publicado em 19/01/2024, às 15h59

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Imagem final da reconstrução digital do homem escravizado - Reprodução/Impossible Factual
Imagem final da reconstrução digital do homem escravizado - Reprodução/Impossible Factual

Em uma expedição de 2017, na Inglaterra, arqueólogos encontraram o esqueleto de um homem com um prego em seu calcanhar. Após uma análise, os especialistas concluíram que se tratava de um escravo romano, crucificado entre os séculos 3 e 4 d.C. Agora, uma reconstrução facial digital apresenta como eram suas feições. 

Durante uma entrevista concedida à BBC, que produziu um programa sobre a descoberta, a osteoarqueóloga Corinne Duhig falou sobre a importância do projeto. “Este homem teve um fim tão terrível que parece que ao ver seu rosto você pode dar mais respeito a ele”, disse Duhig, que atua como diretora de estudos em arqueologia e antropologia do Lucy Cavendish College da Universidade de Cambridge. 

A análise inicial apontou que o homem de “esqueleto maltratado” havia falecido entre seus 25 e 35 anos, e que os ossos de suas pernas estavam afinando, sugerindo para um longo período acorrentado a uma parede. 

Além disso, conforme repercutido pela Live Science, seus restos mortais foram descobertos em um cemitério de Cambridgeshire, com outros 40 indivíduos, cujos ossos também sinalizavam para a realização de trabalho manual pesado.

O esqueleto do homem foi sepultado com doze pregos de ferro e uma tábua de madeira, possivelmente utilizada para criar uma cruz, na qual suas mãos e pernas foram fixadas. Segundo a Universidade de Cambridge, este é reconhecido como o exemplo mais bem preservado de crucificação da era romana em todo o mundo.

De volta à vida

Para a reconstrução facial do escravizado, os pesquisadores realizaram uma parceria com o artista forense, Joe Mullins, que trabalha no Programa de Ciências Forenses da Universidade George Mason, na Virgínia, e costuma realizar reconstruções para a polícia. 

Neste caso, Mullins usou tomografias computadorizadas do crânio do homem e um software de computador para desenvolver a configuração facial do escravizado. Após estabelecer a estrutura óssea, ele esculpiu os músculos faciais, utilizando biomarcadores para determinar a espessura.

Os especialistas também disponibilizaram um perfil genético elaborado a partir do DNA do homem, o que possibilitou a determinação de algumas características como a cor de seus olhos e de sua pele, garantindo maior precisão na reconstrução.

Com todas essas informações diante de mim, o antigo quebra-cabeça se juntou com bastante facilidade. É como criar um retrato de dentro para fora.", afirmou Mullins

O artista forense também explicou que sente que seu trabalho está completo quando ele “vê uma pessoa olhando para ele” na tela de seu computador.

Uma das maiores surpresas que sempre tenho ao trabalhar neste tipo de caso é que essa pessoa já foi um ser humano vivo. Mesmo que ele estivesse vivo há mais de 1.000 anos e tenha morrido em circunstâncias horríveis, ele ainda era apenas um homem. Embora não fosse um faraó ou um rei, ele era apenas uma pessoa comum, e posso finalmente colocar um rosto para sua história.", concluiu Mullins.

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