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Arqueólogos sugerem que cerâmicas encontradas no Arizona eram souvenires

As pessoas que viviam na região, durante o século 18, provavelmente trouxeram os artefatos de outros territórios

Isabela Barreiros Publicado em 05/06/2020, às 08h00

Os fragmentos de cerâmica
Os fragmentos de cerâmica - Desert Archaeology

Na cidade de Tucson, no Arizona, Estados Unidos, pesquisadores realizaram escavações em um antigo forte, em 2019. Nesse processo, chegaram a uma camada de lixo, que continha ossos de animais, peças de armas, botões, joias feitas de conchas, evidências de fivelas de cinto e alguns fragmentos mais marcantes, de peças de cerâmica.

Agora, o arqueólogo Homer Thiel, envolvido na pesquisa, passou a analisar esses artefatos, concluindo que a maioria havia sido feito na Reserva Indígena Tohono Oʼodham, localizada no Arizona. Eles eram feitos de cerâmica vermelha e marrom. Havia ainda 29 fragmentos de cerâmica branca que provavelmente foram feitos pelo povo Pueblo do norte do Arizona e oeste do Novo México.

Para a professora de antropologia na Universidade do Arizona, Barbara Mills, isso indica que as pessoas que viviam ali provavelmente trouxeram as cerâmicas como “souvenires”. "É apenas um lembrete de como todos estavam conectados. É um lembrete de como o mundo estava conectado na época”, explicou.

A pesquisadora afirmou ainda que “eles não duram para sempre, mas são definitivamente cerâmica indígena bem feita” e que “são realmente muito bonitos”.