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Estudo em crânio de dinossauro com crista mostra evolução de característica peculiar

O fóssil foi encontrado em 2017 em um excelente estado de conservação e, segundo pesquisador, “é um exemplo maravilhoso de criaturas incríveis evoluindo de um único ancestral”

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 27/01/2021, às 07h00

Crânio recém-escavado no Novo México, EUA
Crânio recém-escavado no Novo México, EUA - Divulgação - Doug Shore

Em 2017, pesquisadores da Denver Museum of Nature & Science foram responsáveis por encontrar um crânio parcial de dinossauro que apresentava uma característica peculiar: uma crista em forma de tubo. A descoberta foi feita no noroeste do Novo México, nos Estados Unidos. Agora, um estudo realizado no fóssil revelou sua evolução.

“Este espécime é verdadeiramente notável em sua preservação. Ele respondeu a perguntas de longa data sobre como a crista é construída e sobre a validade desta espécie em particular. Para mim, este fóssil é muito emocionante”, disse David Evans, especialista envolvido na pesquisa.

Esse espécime foi primeiro a ser descoberto em 97 anos e, a partir do seu ótimo estado de conservação, foi possível realizar um estudo aprofundado sobre a evolução das cristas de dinossauros. A conclusão dos pesquisadores é que espécies do sul do Novo México e Utah podem estar mais ligadas do que com outros dinossauros do norte, em Alberta.

Ao relacionar esses animais, os cientistas completaram um enigma de décadas de pesquisas, o que só foi possível pelo crânio do Parasaurolophus. Para Joe Sertich, do Museu de Ciência e Natureza de Denver, “este espécime é um exemplo maravilhoso de criaturas incríveis evoluindo de um único ancestral.”

“Nos últimos 100 anos, as ideias para a crista exagerada do tubo variaram de snorkels a super sniffers”, explicou Evans. “Mas, após décadas de estudo, agora achamos que essas cristas funcionavam principalmente como ressonadores de som e exibições visuais usadas para se comunicar dentro de sua própria espécie.”

“Imagine seu nariz crescendo em seu rosto, um metro atrás de sua cabeça, em seguida, virando-se para fixar acima de seus olhos. O Parasaurolophus respirou através de 2,5 metros de tubo antes que o oxigênio atingisse sua cabeça ”, afirmou Terry Gates, paleontólogo da Universidade Estadual da Carolina do Norte.