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Estudo revela preocupação sobre atividade humana em espécies de animais ameaçados de extinção

Segundo pesquisadores, a ação humana pode prejudicar bilhões de anos de história evolutiva

Penélope Coelho Publicado em 27/05/2020, às 14h00

Imagem da tartaruga Mary River
Imagem da tartaruga Mary River - Divulgação

Um estudo publicado pela revista científica Nature Communications, no início desta semana, revelou a preocupação de pesquisadores após analisaram diversas espécies ameaçadas de extinção.

Os cientistas estudaram diferentes áreas onde se estabeleceram os mais ameaçados anfíbios, mamíferos, pássaros e répteis. A pesquisa demonstrou um resultado alarmante sobre criaturas notáveis que carregam em seu DNA a história evolutiva do mundo. Como por exemplo, a tartaruga Mary River, o lêmure Aie-aie e o jacaré-da- China. 

O que chamou a atenção dos pesquisadores ao analisarem as áreas que possuem grande quantidade de história evolutiva, como o Caribe, sudeste da Ásia e uma parte da índia, foram as ações humanas devastadoras causadas nessas regiões.

Principalmente quando o assunto é a alta exploração agrícola e o consumo de carne exacerbado. Já que muitas dessas espécies são mortas para serem usadas como alimento.

Seria o fim? 

Como resposta a essas ações do ser humano, as espécies citadas a cima — que carregam com elas a história da evolução animal — estão fortemente ameaçadas e podem deixar de existir.

Em entrevista dada para a CNN, o principal autor do estudo, Rikki Gumbs, alertou que a perda desses animais, também será uma perda para a história da humanidade: "Cerca de 50 bilhões de anos da história evolutiva estão ameaçados", afirmou.

Porém, nem tudo está perdido, os cientistas ainda têm esperanças de reverteram a situação: "Não é tarde demais [...] podemos influenciar ações de conservação para protegê-las”, finalizou Gumbs.