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“Fique de exemplo”: Homem é morto no Paraguai e polícia encontra bilhete em seu corpo

Corpo de Derlis David Sanchez Ayala foi encontrado na madrugada de ontem, 13, após ligação anônima

Fabio Previdelli Publicado em 18/10/2021, às 10h21

Bilhete encontrado junto com a vítima
Bilhete encontrado junto com a vítima - Divulgação/ Polícia do Paraguai

Na madrugada do último domingo, 17, mais um homem foi encontrado morto na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A mensagem, desta vez, deixada com o corpo, dizia: “Matei 3 meninas inocentes, fique de exemplo. PJC”. 

Nos últimos dias, uma série de assassinatos vem acontecendo na cidade paraguaia que faz fronteira com o Brasil — entre as vítimas estão, ao menos, dois brasileiros que foram encontrados junto a mensagens, conforme relatou a equipe do site do Aventuras na História.  

De acordo com a polícia local, como aponta o UOL, essa última morte tem ligação com uma chacina que aconteceu na cidade no último dia 10, onde quatro pessoas foram assassinadas — entre elas duas estudantes brasileiras.  

O corpo localizado ontem foi identificado como sendo de Derlis David Sanchez Ayala, que tinha 23 anos. Ele foi achado por volta de 00h30, pouco depois da polícia receber uma ligação anônima informando o local onde ele estava.  

Derlis estava caído no chão com as mãos próximas da cabeça, que tinha um ferimento de bala na parte direita do crânio. Junto dele estava o bilhete.  

Responsável por chacina? 

Como já citado, a polícia acredita que Ayala possui algum tipo de ligação com uma chacina ocorrida no último dia 10. Na ocasião, um homem e três mulheres foram executados em frente a uma casa de eventos.  

Os atiradores, que chegaram ao local em uma moto, explica a polícia, tinham como objetivo matar Osmar Vicente Álvarez Grance. Além dele, porém, Hayllee Carolina Acevedo Yunis, que é filha do governador do estado; e as brasileiras Kalline Reinoso de Oliveira e Rhannya Jamily Borges de Oliveira também foram vítimas. As três eram estudantes de medicina.  

A execução, de acordo com as autoridades, pode ter sido feita a mando do PCC. Grance teria virado alvo por ter delatado alguns membros do Primeiro Comando da Capital, que acabaram presos.