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Notícias / Fóssil

Fóssil de rã do período dos dinossauros é descoberto no interior de São Paulo

Os pequenos esqueletos foram encontrados em Catanduva e revelaram espécie inédita de rã do Cretáceo

Redação Publicado em 16/09/2022, às 10h13

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Fóssil de rã encontrado em Catanduva, interior de SP - Divulgação / Museu de Monte Alto / Fabiano Iori
Fóssil de rã encontrado em Catanduva, interior de SP - Divulgação / Museu de Monte Alto / Fabiano Iori

Fósseis de uma fã que viveu no período Cretáceo, há 80 milhões de anos, entre crocodilos e dinossauros, foram encontrados durante obras realizadas na Rodovia da Laranja (SP-351), em 2011, no trecho que dá acesso à Catanduva, no interior de São Paulo.

Agora, cientistas brasileiros e argentinos foram responsáveis por identificar a espécie inédita de anuros a partir dos restos fossilizados dos esqueletos de dois animais. A descoberta foi descrita em um estudo publicado na revista científica Ameghiniana, da Associação Paleontológica Argentina, nesta quinta-feira, 15.

Os fragmentos foram encontrados por Edvado Fabiano dos Santos e Laércio Fernando Doro, entusiastas de paleontologia, durante as obras, que observaram rochas sedimentares sendo removidas para a construção da ponte no trevo de acesso.

Eles foram responsáveis por descobrir, em parceria com o paleontólogo Fabiano Vidoi Iori, do Museu de Paleontologia de Uchoa, fósseis de conchas, peixes, anuros, tartarugas, crocodilos e dinossauros.

O projeto para identificação dos esqueletos das rãs foi liderado pela pesquisadora argentina Paula Muzzopappa, do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet), com apoio de Agustín Martinelli, do Museu Argentino de Ciências Naturais "Bernardino Rivadavia", além de participação do brasileiro Fellipe Pereira Muniz, da USP de Ribeirão Preto, assim como Iori, do Museu de Paleontologia de Monte Alto, em São Paulo.

Descoberta inédita

A espécie inédita de rã foi batizada de Baurubatrachus santosdoroi. O primeiro nome quer dizer "sapo da Bauru", referência à unidade sedimentar em que o fóssil foi encontrado, o Grupo Bauru; já o segundo é uma homenagem os dois homens responsáveis por sua descoberta.

O Baurubatrachus santosdoroi pertence ao grupo dos neobatráquios, também chamados de anuros modernos. Se você o encontrasse nos dias de hoje provavelmente o confundiria com alguma rã que vemos por aí", explicou Iori ao portal Terra.

"A definição deste novo personagem para o Cretáceo brasileiro ajuda a refinar nosso conhecimento paleontológico regional e suas interações paleoecológicas”, acrescentou. “Também fornece subsídios para estudos futuros sobre os neobatráquios e para uma melhor compreensão da evolução dos intrigantes caracteres em Baurubatrachus como indicativo de forças evolutivas que levaram essa linhagem a ser tão singular”.

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