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Globoplay alega censura e não vai remover filme de Danilo Gentili

O Ministério da Justiça e Segurança Pública estipulou multa diária de R$ 50 mil para quem não cumprir a medida

Redação Publicado em 15/03/2022, às 17h38

Poster do filme "Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola"
Poster do filme "Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola" - Divulgação / Downtown Filmes

O Globoplay, que também hospeda a plataforma de streaming do canal por assinatura Telecine, classificaram como censura a determinação do do Ministério da Justiça e Segurança Pública ao proibir plataformas digitais de exibirem o filme "Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola", acrescentando por meio de nota que não irá retirar a obra do catálogo.

Atualmente, o filme reascendeu midiaticamente ao ser disponibilizado pela plataforma de streaming Netflix, ganhando uma repercussão negativa pelo personagem Cristiano, interpretado por Fábio Porchat, que faz alusão a um vilão pedófilo, desagradando espectadores conservadores, que consideram apologia.

De acordo com a decisão, a plataforma que mantiver "Como se Tornar o Pior Aluno da Escola" no ar terá de pagar multa diária de R$ 50 mil ao Ministério, fato que foi classificado posteriormente por Danilo Gentili, que assina o roteiro da produção, como um ato de censura e perseguição.

Leia abaixo a nota completa da plataforma.

“O Globoplay e o Telecine estão atentos às críticas de indivíduos e famílias que consideraram inadequados ou de mau gosto trechos do filme 'Como se tornar o pior aluno da escola' mas entendem que a decisão administrativa do ministério da Justiça de mandar suspender a sua disponibilização é censura. A decisão ofende o princípio da liberdade de expressão, é inconstitucional e, portanto, não pode ser cumprida.

As plataformas respeitam todos os pontos de vista mas destacam que o consumo de conteúdo em um serviço de streaming é, sobretudo, uma decisão do assinante – e cabe a cada família decidir o que deve ou não assistir.

O filme em questão foi classificado, em 2017, como apropriado para adultos e adolescentes a partir de 14 anos pelo mesmo ministério da Justiça que hoje manda suspender a veiculação da obra”.