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Golpe virtual: Hackers atacaram o site de campanha de Donald Trump

“O mundo já teve o suficiente das notícias falsas espalhadas diariamente pelo presidente Donald J. Trump”, disseram os hackers, afirmando que possuíam informações confidenciais do presidente

Ingredi Brunato Publicado em 28/10/2020, às 15h08

Imagem ilustrativa de hacker
Imagem ilustrativa de hacker - Divulgação/Pixabay

Na última terça-feira, 27, durante 30 minutos, hackers derrubaram o site de campanha de Trump, substituindo-o com uma mensagem de ameaça: “O mundo já teve o suficiente das notícias falsas espalhadas diariamente pelo presidente Donald J. Trump. É hora de permitir que o mundo saiba a verdade”. 

Em seguida, os vândalos cibernéticos alegaram que tinham dados confidenciais do presidente e sua família, incluindo evidências que o governo americano esteve “envolvido na origem do coronavírus”, e que as eleições de 2020 seriam manipuladas por corporações criminosas. Para finalizar, havia um pedido de criptomoedas em troca dessas informações. 

Já segundo o diretor de comunicações da campanha do presidente norte-americano, Tim Murtaugh, a acesso a informações sigilosas pelos hackers seria uma mentira: “Não houve exposição a dados confidenciais porque nenhum deles está realmente armazenado no site”, declarou ele para a CNN. Uma interpretação oferecida foi que se trataria de um golpe para conseguir criptomoedas. 

Em uma declaração dada no início de outubro, antes de tudo acontecer, Donald Trump já havia expressado sua opinião a respeito de hacks: “Ninguém é hackeado. Para ser hackeado, você precisa de alguém com QI de 197 e ele precisa de cerca de 15% da sua senha."