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Na Finlândia, pacientes são chantageados por hacker que roubou dados clínicos

Ele exigiu um valor de R$ 1338 para não divulgar anotações escritas por terapeutas durante suas sessões

Isabela Barreiros Publicado em 27/10/2020, às 15h08

Imagem ilustrativa de uma pessoa mexendo no computador usando máscara
Imagem ilustrativa de uma pessoa mexendo no computador usando máscara - Unsplash

Um caso chocante veio à tona nas últimas na Finlândia. No país, a empresa privada Vastaamo é responsável pela administração de pelo menos 25 centros de terapia em todo o país. Agora, um hacker que teria roubado dados clínicos da instituição está chantageando pacientes que não querem ter suas discussões com terapeutas divulgadas na internet.

Segundo informações da Associated Press, ao menos 300 registros da empresa já foram postados na dark web, e mais poderão ser divulgados. As informações são, em sua maioria, as anotações que psicólogos fizeram durante as sessões.

Pessoas alegaram terem recebido e-mails exigindo um valor de € 200, por volta de R$ 1338, em bitcoin em troca do sigilo das informações obtidas. Os resultados das investigações indicam que a invasão ao sistema da empresa aconteceu em novembro de 2018 e possivelmente em março do ano passado.

Ontem, 26, a ministra do interior do país, Maria Ohisalo, escreveu em seu site que “a violação de dados de Vastaamo é um ato chocante que atinge todos nós profundamente”. Para ela, o país deveria ser um local onde “a ajuda para problemas de saúde mental está disponível e pode ser acessada sem medo”.

“Estamos investigando uma violação de segurança agravada e extorsão agravada, entre outras acusações”, afirmou o diretor do Escritório Nacional de Investigação da Finlândia, Robin Lardot.