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Guerra na Ucrânia faz lançamento de rover para Marte ser adiado

O ExoMars Rover é uma parceria entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a agência espacial russa Roscosmos

Isabela Barreiros Publicado em 07/03/2022, às 10h33

Ilustração do ExoMars Rover
Ilustração do ExoMars Rover - Divulgação/Laboratório ESA/ATG

O projeto do primeiro rover planetário da Europa, desenvolvido a partir da parceria entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a agência espacial russa Roscosmos, deve ser adiado e não será lançado em 2022 em decorrência da guerra na Ucrânia.

O ExoMars Rover seria enviado a Marte em setembro deste ano, mas os planos serão modificados após a Rússia invadir o território vizinho e enfrentar sanções impostas por organizações e países ao redor do mundo.

“Estamos implementando totalmente as sanções impostas à Rússia por nossos Estados membros”, afirmou a ESA em comunicado divulgado na última segunda-feira, 28. A agência acrescentou que “o contexto mais amplo” torna o lançamento em setembro improvável e que deverá analisar todas as opções até tomar uma decisão formal.

“Estamos avaliando as consequências em cada um de nossos programas em andamento conduzidos em cooperação com a agência espacial estatal russa Roscosmos e alinhamos nossas decisões com as decisões de nossos Estados membros em estreita coordenação com parceiros industriais e internacionais (em particular com a Nasa sobre a Estação Espacial Internacional — ISS)”, completou.

Como reportou a CNN Internacional, a Nasa informou que as equipes russas continuam trabalhando na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e não existem evidências de que o país esteja retirando seu apoio por conta das sanções americanas.

“Não estamos recebendo nenhuma indicação em nível de trabalho de que nossos colegas não estejam comprometidos com a operação contínua na Estação Espacial Internacional. Nós, como equipe, estamos operando exatamente como há três semanas”, declarou Kathy Lueders, administradora associada da Nasa para operações espaciais.

Ela continuou: “Nossas equipes — nossos controladores de vôo — ainda estão conversando juntas. Ainda estamos treinando juntos. Ainda estamos trabalhando juntos. Obviamente. Entendemos onde a situação global está. Mas como uma equipe conjunta, esses times estão operando juntos.”