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Suíços realizam funeral para geleira que derreteu

250 pessoas, incluindo moradores da região, ativistas e andarilhos, caminharam para marcar o desaparecimento da geleira Pizol

Isabela Barreiros Publicado em 24/09/2019, às 16h04

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No domingo (22), cerca de 250 pessoas participaram de uma caminhada fúnebre em razão do derretimento da geleira Pizol, localizada nos Alpes de Glarus, nordeste da Suíça, a 2.700 metros de altitude. A montanha era uma das mais estudadas no mundo e desapareceu devido às consequências do aquecimento global.

Alguns vestidos de preto, moradores da região, ativistas pelo meio ambiente e andarilhos que passavam o local fizeram uma trilha de aproximadamente 2 horas para se reunirem na montanha onde a geleira estava situada. Há 120 anos, quando os estudos sobre a geleira começaram, a espessura do gelo era 100 metros. Hoje, no entanto, está entre 2 e 5 metros.

Crédito: Reprodução

 

A manifestação foi organizada pela Associação Suíça para a Proteção do Clima (SACP), uma das inúmeras ONGs que pedem a redução de emissão de dióxido de carbono no país. Alessandra Degicomi, uma das ativistas da organização, disse á agência de notícias AFP que devido a essa diminuição, Pizol "perdeu tanto de sua essência que, do ponto de vista científico, não é mais uma geleira".

Segundo estudo da Escola Politécnica Federal de Zurique (ETHZ), outras 4 mil geleiras correm o mesmo risco que a geleira Pizol. A pesquisa aponta que, até o fim do século, elas possam ter 90% de seu volume derretido caso nada seja feito para reduzir o efeito estufa, principal motivador do aquecimento global.