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Jovem fica com parte do corpo paralisado após ataque de peixe-elétrico

Caso foi registrado em Laranjal do Jari, no Amapá

Fabio Previdelli Publicado em 03/05/2022, às 11h30

Imagem ilustrativa de um poraquê
Imagem ilustrativa de um poraquê - Kos via Wikimedia Commons

No último domingo, 1°, o jovem Lucas Rocha de Oliveira, de 18 anos, foi internado no Hospital Estadual de Laranjal do Jari, no Amapá. Ele havia sofrido o ataque de um poraquê — um peixe-elétrico da Amazônia cuja tensão elétrica pode variar entre 650 e 860 volts. 

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o menino em estado de choque após o incidente, com parte de seu corpo tremendo. Segundo informações divulgadas pelo próprio hospital, e repercutidas pelo G1, o quadro de saúde de Lucas é considerado estável. 

Entretanto, ele apresenta uma condição chamada “hemiplegia”, quando há uma paralisação em um lado do corpo, no caso de Oliveira, ele não consegue mover o lado esquerdo de seus membros. 

O quadro dele é estável e por isso ele vai viajar de ambulância. A única preocupação é o agravamento do quadro da hemiplegia, por isso a necessidade da consulta com um especialista em neurologia", explica Arailza Martins, diretora do hospital, ao G1. 

O ataque

Segundo relatos de testemunhas, o poraquê foi visto em uma área urbana do município. Acredita-se que as fortes chuvas que atingem a região desde março, que causaram o aumento do nível do Rio Jari, tenha ajudado o peixe-elétrico a chegar no local. 

"O poraquê finaliza o período reprodutivo quando há inundações, já que os ninhos são submersos e ele respira ar. Dessa forma, não há local para que ele faça o ninho, então a tendência é que ele fique forrageando [procurando] em busca de comida. O poraquê acompanha o alagamento para caçar a alimentação", explica Raimundo Nonato Gomes, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).