Busca
Facebook Aventuras na HistóriaTwitter Aventuras na HistóriaInstagram Aventuras na HistóriaYoutube Aventuras na HistóriaTiktok Aventuras na HistóriaSpotify Aventuras na História
Notícias / Arqueologia

Máscaras de múmias, tumbas e estátua de deus do silêncio são descobertas no Egito

Datadas de 1.800 a 4.800 anos atrás, série de tumbas egípcias encontradas em Saqqara revelaram diversas descobertas interessantes; confira!

Éric Moreira Publicado em 11/01/2024, às 12h51

WhatsAppFacebookTwitterFlipboardGmail
Antiga máscara de múmia e sarcófago com múmia dentro, descobertos em Saqqara, no Egito - Divulgação/Ministério Egípcio de Turismo e Antiguidades
Antiga máscara de múmia e sarcófago com múmia dentro, descobertos em Saqqara, no Egito - Divulgação/Ministério Egípcio de Turismo e Antiguidades

Uma equipe de arqueólogos descobriu no sítio arqueológico de Saqqara, no Egito, uma série de tumbas que datam de entre 1.800 e 4.800 anos atrás, nas quais vários artefatos antigos foram descobertos. Entre eles, estão máscaras coloridas de múmia e até mesmo uma curiosa estátua representando o deus grego associado ao silêncio, Harpócrates.

As escavações na região foram lideradas por Nozomu Kawai, diretor do Instituto para o Estudo de Civilizações Antigas e Recursos Culturais da Universidade de Kanazawa, no Japão. Ele explica que as máscaras de múmias teriam sido utilizadas pelos mortos, sendo um adereço provavelmente datado do período romano (29 a.C. a 641 d.C.).

+ Arqueólogos encontram múmias e máscaras funerárias de ouro no Egito

Além disso, conforme noticiado pelo Live Science, também foi encontrada uma pequena estátua que retrata Harpócrates, um deus grego que se assimila a uma criança, geralmente associado ao silêncio, montando um ganso. À WordsSideKick.com via e-mail, Kawai explica que o ganso é "um espírito maligno sobre o qual a Criança Divina triunfa".

Fora isso tudo, a equipe também encontrou no local uma estela — uma laje de pedra esculpida — com uma inscrição que parece identificar o homem ali sepultado: Heroides; uma "placa de alabastro egípcia datada da Segunda Dinastia acompanhada de um enterro agachado dentro de um caixão de madeira que foi deteriorado por cupins", descrita por Nozomu Kawai; uma tumba da 18ª dinastia (de 1.550 a 1.295 a.C.), que continha uma múmia dentro do caixão, de acordo com um comunicado traduzido do Ministério egípcio de Turismo e Antiguidades; e também tumbas e artefatos do Período Tardio (cerca de 712 a 332 a.C.) e dos tempos ptolomaico e romano.

Escavações interrompidas

Os sepultamentos escavados recentemente em Saqqara, por sua vez, foram descobertos em 2019, quando a equipe de Kawai também encontrou o túmulo de uma mulher "digna" chamada Demetria, retratada em uma escultura com seu animal de estimação. No entanto, as pesquisas foram interrompidas com a chegada da Covid-19, e só retornaram em 2023.

A área que estamos escavando é a escarpa oriental do planalto norte de Saqqara", conta Kawai à WordsSideKick.com. "Pelo que escavamos lá, os túmulos mais antigos pertencem à Segunda Dinastia", ou seja, datam de cerca de 4,8 mil anos atrás.

Agora, as escavações seguem em andamento, bem como análise das tumbas, a fim de possivelmente encontrar ainda mais artefatos relevantes e de diferentes períodos da história do Egito.

+ A curiosa busca pela 'pirâmide perdida' do faraó Huni, do Egito

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!