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Menina de 10 anos que engravidou após ter sido estuprada pelo tio, expele feto

A criança que sofria abusos constantes desde os seis anos de idade, passou pelo procedimento em um hospital de referência localizado em Pernambuco

Penélope Coelho Publicado em 17/08/2020, às 13h11

Imagem ilustrativa de um brinquedo quebrado
Imagem ilustrativa de um brinquedo quebrado - Pixabay

Uma garota de 10 anos de idade que engravidou depois de ser estuprada pelo próprio tio, de 33 anos, passou por um procedimento para interromper a gravidez nesta segunda-feira, 17. As informações são do portal de notícias G1.

A criança é de São Mateus, no Espirito Santo, mas, estava internada desde o último domingo, 16, em um hospital de referência em Pernambuco. Em nota, a Secretaria de Saúde de Pernambuco relatou que a cirurgia foi realizada com a autorização judicial do Espírito Santo: “Todos os parâmetros legais estão sendo rigidamente seguidos", afirmou a Secretaria de Saúde.

De acordo com a publicação do G1, o procedimento foi concluído por volta das 11 horas da manhã. O feto foi expelido. Segundo Benita Spinelli, coordenadora de enfermagem do Cisam (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros), em entrevista dada ao UOL, o processo de aborto demora horas, mas, tudo está correndo como esperado. A menina deve receber alta do hospital ainda nesta segunda-feira, ou, na manhã de terça-feira, 18.

Os abusos

Após se queixar de dores na barriga, a gravidez da criança foi descoberta em 7 de agosto. De acordo com a vítima, os abusos aconteciam desde que ela tinha 6 anos, porém, não houve denúncias por medo — já que a criança era ameaçada pelo tio. O criminoso foi indiciado por estupro de vulnerável e ameaça, porém, continua foragido.

No último domingo, 16, pessoas ligadas a religiões foram até a porta do hospital para protestarem contra o procedimento. O caso vem gerando debate nas redes sociais. Em apoio à menina, internautas defendem o procedimento e o direito da criança.

“Nós temos que poupar ela dessa balbúrdia que foi feita ontem na porta de um hospital. (...) É uma menina de bastante vulnerabilidade, que foi protegida da melhor forma que a gente pôde, para não ouvir as atrocidades que foram ditas do lado de fora”, afirmou Benita Spinelli, em entrevista ao portal de notícias UOL.