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Monique diz ter sido ameaçada por advogada de Jairinho

Segundo site, a defesa da mãe de Henry Borel afirma que sua cliente sofreu tentativa de coação

Redação Publicado em 13/01/2022, às 09h59

Monique e Jairinho antes da prisão
Monique e Jairinho antes da prisão - Divulgação/Youtube/Jovem Pan News

Monique Medeiros — presa desde abril de 2021, em decorrência da morte do próprio filho, Henry Borel, morto em março do ano passado, aos 4 anos de idade — afirma que sofreu ameaças da advogada de seu ex-namorado, também preso pelo caso, Dr. Jairinho.

Em entrevista concedida ao portal de notícias UOL, a defensora do ex-vereador, Flávia Fróes, admite que na última sexta-feira, 7, visitou Monique na prisão. Mas, nega que tenha ameaçado a pedagoga.

De acordo com a reportagem publicada na noite da última quarta-feira, 12, a defesa de Monique alega que a suposta intimidação tenha como objetivo inocentar Jairinho no processo que investiga a morte do menino.

Em entrevista ao UOL, os advogados da mãe de HenryBorel afirmam que a cliente tentou ser coagida, segundo eles, Flávia teria pedido que Monique assinasse um documento para assumir que era culpada pela morte de seu filho. Com a recusa, a defesa de Jairinho teria tentado novamente.

Na última terça-feira, 11, Medeiros foi transferida pra outro instituto penal, no Rio de Janeiro, com a justificativa de “mudança de perfil" no atendimento do presídio em que estava anteriormente.


Relembre o caso Henry

No domingo de 7 de março de 2021, o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henryna casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

Dr. Jairinho e Monique Medeiros foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, como agravamento de tortura e recursos que dificultaram que o garoto se defendesse.