Facebook Aventuras na HistóriaTwitter Aventuras na HistóriaInstagram Aventuras na HistóriaSpotify Aventuras na História
Notícias / Múmia

Múmia de 2 mil anos pode ter sido acometida pelo câncer

Mais lidas: Sabe-se que mulher estava grávida e tinha pouca idade quando foi mumificada

Fabio Previdelli Publicado em 11/07/2022, às 17h14 - Atualizado em 17/07/2022, às 09h00

A múmia que encontra-se no Museu Nacional de Varsóvia - Pawel Supernak/ Galeria de Arte Antiga de Varsóvia
A múmia que encontra-se no Museu Nacional de Varsóvia - Pawel Supernak/ Galeria de Arte Antiga de Varsóvia

Especialistas do Projeto Múmias de Varsóvia e do Departamento de Oncologia da Universidade Médica de Varsóvia, ambos na Polônia, descobriram que uma múmia egípcia de 2 mil anos pode ter sofrido de câncer nasofaríngeo. A suspeita se deu por conta de alterações incomuns em seu esqueleto facial. 

A múmia em questão foi levada ao país entre 1826 e 1827. Atualmente, ela está em exibição junto com seu sarcófago na exposição permanente da Galeria de Arte Antiga.

Apesar de todos esses anos sob cuidados das universidades, os pesquisadores só conseguiram determinar recentemente que a múmia compreende os restos mortais de uma mulher. 

Digitalização da múmia/ Crédito: Albert Zawada/ Galeria de Arte Antiga de Varsóvia

Segundo a Galileu, em 2021, a equipe de pesquisa revelou mais detalhes sobre a múmia. o principal deles é que a mulher estava grávida quando foi mumificada. Agora, busca-se saber mais detalhes sobre suas deformações faciais. 

As opiniões dos radiologistas com base na tomografia computadorizada indicam a possibilidade de alterações tumorais nos ossos”, explica o professor Rafał Stec, que atua no Departamento de Oncologia da Universidade Médica de Varsóvia, em comunicado. 

Stec aponta que pelo fato da mulher ter morrido com pouca idade, aliado a falta de outra razão para a morte, indica que uma "causa oncológica" possui uma probabilidade extremamente alta para explicar seu falecimento

Mais estudos

Para sanar quaisquer dúvidas, os cientistas se preparam para coletarem amostras de tecido da múmia, o que permitirá que um histopatológico —  ou seja, uma análise microscópica dos tecidos para a detecção de possíveis lesões — seja feito. 

Posteriormente, esses resultados serão comparados com as amostras de câncer de outras múmias egípcias, que estão guardadas em bancos de tecido nos Estados Unidos e Reino Unido. 

Modelo digital do crânio com traço visível de progressão tumoral/ Crédito: S.Szilke/ Projeto Múmia de Varsóvia

Os resultados podem ampliar o conhecimento que temos atualmente sobre o câncer, mostrando a evolução da doença e indicando novas direções de pesquisa, não só no diagnóstico, mas também no tratamento de tumores malignos.