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“NFT” é escolhida como Palavra do Ano pelo dicionário Collins

A sigla retrata a virada na história da aquisição de arte por meio de certificados digitais e criptografia

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 25/11/2021, às 13h45

Imagem ilustrativa de NFT
Imagem ilustrativa de NFT - Foto de amhnasim no Pixabay

A palavra NFT, abreviação com as iniciais da palavra "non-fungible token" (“token não fungível”, em tradução do inglês), foi eleita da Palavra do Ano pela editora Collins, responsável pelos famosos dicionários na língua inglesa.

Neste ano, o termo concorria com as palavras "cripto" e o neologismo "cheugy", que seria uma tradução aproximada de "brega".

A palavra NFT ganhou popularidade durante o ano pela expansão de sua atuação no mundo da arte, unindo a criptografia digital com o surgimento de novos artistas, além de movimentar milhões de dólares.

A sigla de non-fungible token ("token não fungível", em tradução livre) representa uma modalidade que permite criptografar um arquivo digital de qualquer tipo, como imagens, fotos, vídeos e músicas em seus arquivos originais, e permitir que exista "itens autênticos", ou seja, únicos no mundo, como se fossem uma só unidade de uma obra de arte.

Qualquer cópia sem a codificação NFT se trataria de uma cópia não autenticada, como um produto pirata ou, simplesmente, uma réplica, podendo gerar valor aos arquivos originais de um item digital.

Diferente das criptomoedas, no entanto, os NFTs não são cambiáveis, visto que qualquer tramitação posterior da peça, resultará na alteração de seus dados.

Apesar disso, se os compradores quiserem gerar lucro com a peça adquirida, como um desenho gráfico ou um meme em vídeo, passam a ter o direito livre de seu uso; além de poder requisitar sua retirada em usos comerciais.