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Notícias / Ciência

O que se sabe sobre o 'manto de invisibilidade' apresentado por chineses

Combinando as características fisiológicas de quatro animais, pesquisadores chineses apresentaram um 'manto de invisibilidade'; entenda!

Redação Publicado em 02/02/2024, às 18h02

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Imagem ilustrativa - Reprodução/Pixabay/NoName_13
Imagem ilustrativa - Reprodução/Pixabay/NoName_13

Cientistas das universidades de Jilin e Tsinghua, na China, estão desenvolvendo um material híbrido que servirá como manto da invisibilidade. Segundo um estudo divulgado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o tecido combina propriedades de camaleão, lagarto, rã-de-vidro e dragão-barbudo para se tornar indetectável à luz visível, micro-ondas e raios infravermelhos.

A “metassuperfície”, chamada de Chimera, foi elaborada para as mais variadas funções, que incluem a observação não invasiva da vida silvestre e o combate militar. Conforme repercutido pelo portal Terra, o equipamento de camuflagem se adapta a diferentes condições espectrais e terrenos.

No protótipo apresentado à PNAS na última segunda-feira, 29, são apontados circuitos embutidos entre camadas de tereftalato de polietileno (PET) e vidro de quartzo que manipulam ondas eletromagnéticas, tornando a superfície quase que indetectável à luz visível, micro-ondas e raios infravermelhos. Isso ocorre graças a combinação das habilidades de mudança de cor (camaleão), transparência (rã) e regulação de temperatura (lagarto).

Outro desafio foi mascarar o calor gerado pela eletricidade, solucionado graças ao estudo das características do dragão-barbudo, capaz de controlar sua temperatura corporal. Assim, a Chimera minimiza a temperatura para 3,1 °C, tornando-se praticamente “invisível” para as tecnologias termográficas.

Capa da invisibilidade

No estudo, os cientistas explicaram que a pesquisa “leva as tecnologias de camuflagem de um cenário limitado a terrenos em constante mudança, e constitui um grande avanço em direção à eletromagnética reconfigurável de nova geração”.

É fascinante que se podem encontrar configurações da metassuperfície Chimera adequadas a todos os cinco terrenos [deserto, solo congelado, superfície aquática, prado e bancos de areia] em toda a gama de frequência de interesse.", afirmou Xu Zhaohua, principal autor do estudo. 

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