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O surgimento do Homo Sapiens teria causado uma extinção em massa de Neandertais e Denisovanos?

Dentre as nove espécies humanas que existiam 300 mil anos atrás, apenas nós sobrevivemos

Joseane Pereira Publicado em 04/12/2019, às 07h00

Reconstituição do Homo Erectus no Museu da História em Tautavel, França
Reconstituição do Homo Erectus no Museu da História em Tautavel, França - Getty Images

Cerca de 10 mil anos atrás, as nove espécies humanas existentes no planeta desapareceram. Espalhados pela África Central, África do Sul, Filipinas, Indonésia e China, esses hominídeos sofreram o que parece ter sido uma extinção em massa. E, uma vez que não tenha havido nenhum desastre ambiental óbvio, o mais provável é que ela tenha ocorrido pelo surgimento do Homo Sapiens.

Reconstrução de Australopithecus Afarensis / Crédito: Getty Images

 

Isso é o que sugere Nick Longrich, professor sênior de paleontologia e biologia evolutiva da Universidade de Bath. “A disseminação de seres humanos modernos para fora da África causou uma sexta extinção em massa, um evento superior a 40 mil anos que se estende desde o desaparecimento de mamíferos da Era do Gelo até a destruição de florestas tropicais pela civilização hoje. Mas fomos mais perigosos para outras populações humanas, porque competimos por recursos e terras”, afirmou Longrich em artigo para o The Conversation.

Neandertal em exibição no Museu de História Natural em Londres, Inglaterra / Crédito: Getty Images

 

Apesar de não ter sido um esforço planejado e coordenado, a eliminação de outras espécies foi eficaz: emboscando e invadindo terras, o ser humano moderno teria destruído cada um de seus adversários.

Nesse sentido, a violência faria parte da natureza do homo sapiens, tendo aparecido antes do surgimento da própria cultura – que ocorreu 10 mil anos atrás. E a razão para exterminar nossos parentes da árvore genealógica era o crescimento da natalidade, que os levava a entrar em conflito por recursos. “A guerra tornou-se um controle do crescimento populacional, talvez o mais importante”, acrescenta Longrich.