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Pela primeira vez, cientistas fotografam o campo magnético de um buraco negro

Graças a um telescópio de ponta, os astrônomos do Observatório Europeu conseguiram uma imagem nítida e inédita do fenômeno

Pamela Malva Publicado em 25/03/2021, às 14h30 - Atualizado às 14h36

Buraco negro supermassivo no centro da galáxia Messier 87
Buraco negro supermassivo no centro da galáxia Messier 87 - Divulgação/European Southern Observatory

Na última quarta-feira, 24, astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), publicaram um estudo com uma imagen nunca antes vista de um buraco negro. Muito além de capturar o fenômeno, no entanto, os cientistas ainda foram capazes de identificar e destacar o padrão do campo magnético em sua volta, segundo o G1.

Para os pesquisadores, contar com imagens tão claras do campo que envolve o buraco negro pode ajudar a desvendar a misteriosa massa cósmica. Visto pela primeira vez em abril de 2019, o fenômeno fotografado estava no centro da galáxia Messier 87.

Com uma massa bilhões de vezes maior que o próprio Sol, o buraco negro foi fotografado com ajuda do Event Horizon Telescope (EHT). Sua imagem, então, foi divulgada e tornou-se um registro histórico de extrema importância para a ciência.

Ainda assim, foi graças à luz polarizada usada na imagem que os cientistas puderam visualizar o campo magnético em torno do buraco negro (representado, na imagem de capa, pelos traços alaranjados em espiral). Em seguida, os astrônomos perceberam que o campo é absolutamente poderoso, muito mais forte que o da Terra.

Imagem meramente ilustrativa de telescópio em observatório / Crédito: Divulgação/Pixabay

 

Por fim, segundo os astrônomos envolvidos no estudo, acredita-se que as forças identificadas pelo EHT atuem em todos os buracos negros, não apenas no da galáxia M87, mas também nos encontrados na Via Láctea, por exemplo. Nesse sentido, elas causariam efeitos parecidos, mesmo se estivessem em torno de massas menores.

Sobre a astronomia 

A astronomia é a ciência que estuda os corpos celestes e os fenômenos que ocorrem no espaço sideral. Como o Universo intriga a humanidade desde os tempos remotos, o interesse pela astronomia já era presente na cultura de diversas civilizações antigas. 

Alguns dos maiores mistérios ainda não revelados pela ciência pertencem a esse campo de conhecimento. Perguntas de implicações existenciais como "Existe vida fora da Terra?" e "Como se formou tudo que conhecemos?" compelem astrônomos do mundo todo em suas pesquisas há mais de décadas.