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Períodos de seca de até 200 anos teriam contribuído para o colapso dos Maias

As condições climáticas tiveram papel crucial no desastre desses povos, segundo pesquisas recentes

Joseane Pereira Publicado em 05/12/2019, às 10h00

Cidade pré-colombiana de Chichen Itza, Yucatán, México
Cidade pré-colombiana de Chichen Itza, Yucatán, México - Getty Images

De acordo com novas pesquisas, o colapso das grandes cidades Maia estava relacionado a períodos de seca de até 200 anos. Isso é o que afirma Nayelli Jiménez Cano, pesquisadora do Laboratório de Zooarqueologia da Universidade Autônoma de Yacatán (UADY).

Pirâmide de Tikal, a mais famosa ruína Maia na Guatemala / Crédito: Getty Images

 

"A quantidade de ossos de animais encontrados em um local de exploração pode revelar muitas informações sobre como as pessoas que viveram lá há milhares de anos foram sustentadas", afirmou Nayelli em palestra sobre o assunto. “Os primeiros habitantes da Mesoamérica também coexistiram com a fauna doméstica, e muitos dos restos desses animais ainda estão lá".

Templo da máscara de Lamanai, ruína Maia na Península de Yucatan / Crédito: Getty Images

 

Segundo a pesquisadora, o cultivo de milho e leguminosas em larga escala deu início a uma série de desmatamentos locais. Seguidos por períodos de seca, eles teriam feito com que os Maias abandonassem grandes cidades da Mesoamérica em busca de locais com maior fauna animal, como florestas e montanhas.