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Pesquisadores afirmam que hepatite B matou príncipe germânico

Pertencente à realeza da Eslováquia de 1.600 anos atrás, jovem teria vivido apenas 20 anos

Joseane Pereira Publicado em 06/09/2019, às 08h00

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- Reprodução

Arqueólogos eslovacos e cientistas dinamarqueses atestaram que um príncipe germânico, cuja tumba de 1.600 anos foi descoberta na Eslováquia, faleceu por Hepatite B.

A tumba de madeira, que estava a cinco metros de profundidade, foi localizada durante a construção de um parque industrial em Poprad, no ano de 2005. O sarcófago com o corpo do príncipe germânico foi encontrado junto a materiais como couro, madeira e papel, preservados graças ao microclima do local.

Artefatos encontrados na tumba do príncipe germânico / Crédito: Reprodução

 

De acordo com Karol Pieta, vice-presidente do Instituto Arqueológico da Academia Eslovaca de Ciências, provar a presença de um vírus de 1.600 anos é uma conquista única. "Essa descoberta prova como a ciência e as possibilidades de análise dos mortos se desenvolveram. Como o túmulo foi preservado com uma qualidade suficiente e a pesquisa de laboratório foi conduzida no mais alto nível científico europeu, ainda há novas descobertas”, afirmou Pieta.

Fotografia da tumba / Crédito: Reprodução

 

Pertencente a um grupo de bárbaros germânicos que viviam no leste da Eslováquia, o príncipe viveu por cerca de 20 anos. "Ele passou uma parte significativa de sua curta vida na região do Mediterrâneo", afirmou Pieta. “Sabemos disso graças à análise isotópica que revelou hábitos alimentares mediterrânicos. É possível que ele fizesse parte de uma corte romana imperial ou tenha servido no exército romano como oficial de destaque”.