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Polícia usa spray de pimenta em criança na Alemanha

O caso aconteceu no último domingo, 26, durante um protesto contra medidas anti-Covid-19 no país

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 27/12/2021, às 15h00

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Divulgação/ Pixabay/ diegoparra

Com o aumento de casos de coronavírus, destacando-se a variante ômicron, na Alemanha, o governo tem implementado mais restrições e medidas para impedir o contágio da doença. Junto a isto, tem aumentado o número de protestos resistindo a estas movimentações anti-Covid-19, como o que aconteceu no último domingo, 26.

Durante a manifestação em Schweinfurt, no estado de Baviera, no entanto, a polícia alemã interveio, de maneira a impedir protestantes radicalizados e violentos, usando porretes e sprays de pimenta. O problema é que o spray foi acidentalmente utilizado em uma criança que havia sido levada por sua mãe ao protesto.

Com apenas quatro anos de idade, o menino foi atingido pelo jato de gás pimenta, que pode causar, entre outros efeitos, lacrimejo e cegueira temporária. No vídeo gravado por um manifestante, o filho da protestante pode ser ouvido gritando e chorando, enquanto a polícia lava seus olhos.

Nesta segunda-feira, 20, a mãe irá comparecer ao tribunal alemão para responder a denúncias da polícia que apontam que a criança foi levada voluntariamente a um situação potencialmente perigosa e violenta, como têm sido diversos destes protestos.

Reprovando pais que utilizam seus filhos como escudos contra os agentes de segurança, o chefe da união da polícia, Oliver Malchow, afirmou que a seção da população contra as medidas governamentais anti-Covid-19 tem se tornado bastante extremista e pronunciou-se contrário a esse movimento, segundo cobertura do Daily Mail.

As pessoas estão mais e mais frustradas com a continuação do coronavírus. Infelizmente não há fim previsto para estes conflitos. Só posso pedir que aqueles que desejam protestar a vacinação obrigatória pacificamente vão a demonstrações registradas e não se permitam ser usados como instrumentos pelos extremistas”, pediu.