Notícias » Rússia

Possíveis crimes de guerra da Rússia na Ucrânia são documentados por pesquisadores

Evidências de vídeos e fotos estão sendo reunidas desde o início do conflito em território ucraniano

Redação Publicado em 02/03/2022, às 08h49 - Atualizado às 09h25

Veículo armado circulando na Ucrânia
Veículo armado circulando na Ucrânia - Getty Images

Desde que a Rússia iniciou a operação militar na Ucrânia, pesquisadores vêm documentando o que podem ser consideradas evidências de possíveis crimes de guerra cometidos pela nação em território ucraniano.

Como relatou o jornal britânico The Guardian, existem indicativos de que as forças russas estão usando bombas de fragmentação, que são proibidas, e realizando ataques mortais a civis.

O dador do site de jornalismo investigativo Bellingcat, Eliot Higgins, explicou à publicação, que “uma comunidade de inteligência de código aberto” está sendo responsável por coletar e estudar evidências em vídeo e foto “desde o primeiro dia”.

Segundo o especialista, a comunidade está recebendo ajuda de ucranianos que estão documentando o conflito em seus celulares e estabeleceu uma parceria com a ONG Mnemonic, que arquiva evidências coletadas em mídias sociais e celulares para padronização.

Higgins afirma que existem evidências suficientes para afirmar que a Rússia está causando “danos civis”, até mesmo a partir de “bombas de aglomeração em áreas civis”. “Pode chegar o dia em que tudo isso acabe no tribunal criminal internacional”, acrescentou.

Um ataque a um jardim de infância em Okhtyrka, a cerca de 100 quilômetros de Kharkiv, que aconteceu na última sexta-feira, 25, levantou o alerta para ONGs. Imagens de drones mostraram pessoas mortas ou gravemente feridas, em um episódio que causou a morte de três civis, incluindo uma criança, segundo a Anistia Internacional.

“Não há justificativa possível para lançar munições cluster em áreas populosas, muito menos perto de uma escola”, afirmou Agnès Callamard, secretária-geral da Anistia Internacional.

“Se você está em dúvida se um alvo é militar ou não, deve presumir que é civil. Um ataque indiscriminado, portanto, é ilegal”, completou Roos Boer, líder do projeto de paz Pax na Holanda.