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Presidente da CNBB diz que aborto realizado em menina de 10 anos estuprada é 'crime hediondo'

O líder da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor, afirmou no Facebook ser contra o procedimento feito para interromper a gestação

Giovanna de Matteo Publicado em 18/08/2020, às 11h08

Arcebispo Dom Walmor
Arcebispo Dom Walmor - Wikimedia Commons

O arcebispo Dom Walmor, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), publicou uma nota em seu Facebook a respeito do caso de uma menina de 10 anos que engravidou fruto de um estupro, em São Mateus, no Espírito Santo (ES). 

Após muitas reviravoltas, a menina conseguiu realizar o aborto legal recorrido à justiça pela família da criança. O tio da menina, suspeito de ser o abusador, foi detido e preso hoje, 18, em Belo Horizonte. 

Walmor foi eleito como presidente da CNBB há pouco mais de um ano. Simpatizantes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), apoiaram e comemoraram o cargo, que seria mais voltado para a ala conservadora da Igreja Católica.

O arcebispo manifestou sua opinião sobre o aborto realizado na criança vítima de abusos, e não escondeu sua indignação à respeito da decisão. Em seu post, ele alega que o ato foi um "crime hediondo" e que a "violência do aborto não se explica".

O procedimento para interromper a gestação foi feito na noite de domingo, em um hospital em Recife, após o Hucam (Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes), em Vitória, se negar a fazer a operação. A vítima passa bem, está acompanhada da avó e tem ajuda de uma assistente social.