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Primeiro-ministro de Israel confirma confusão e pede desculpa por morte de inocente

O homem foi erroneamente considerado um terrorista pelas forças de segurança do país em 2017 — que voltou atrás esse ano

Wallacy Ferrari Publicado em 09/09/2020, às 12h14

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em discurso
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em discurso - Wikimedia Commons

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu discursava na última terça-feira, 8, quando aproveitou o espaço para fazer um adendo em relação a um comentado caso policial ocorrido em 2017; na ocasião, Yacub Musa Abu al-Qiyan havia sido morto pelas forças de segurança do país após ser identificado como membro de uma organização terrorista.

No discurso, Benjamin afirmou ter ciência de que o homem foi assassinado erroneamente e direcionou a palavra aos parentes do falecido: “Quero me desculpar com a família Qiyan, cujo pai, um cidadão israelense, foi morto sob o pretexto de que era terrorista, quando não era", disse o primeiro-ministro na entrevista coletiva.

Ainda acrescentou que, quando solicitou informações sobre a vítima na época do ocorrido, a polícia lhe garantiu que o homem se tratava de um terrorista, visto que, na operação que foi assassinado, também conseguiu matar um policial. “Ele foi designado como tal por promotores e policiais que estavam tentando encobrir a realidade”, alegou Netanyahu.

Em janeiro de 2017, os militares realizavam uma operação de desocupação de uma aldeia beduína para a retirada de criminosos, porém, o homem teria avançado o caso contra os agentes de segurança. De acordo com moradores, Yacub foi baleado no volante enquanto dirigia e, já sem o controle motor, o carro teria sido impulsionado na direção do oficial Erez Levi, que estava na frente do veículo.