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"Vergonhosa": estátua de Netanyahu na "Santa Ceia" revolta líder israelense

No Twitter, o primeiro-ministro de Israel repudiou a sátira, que faz alusão à última refeição de Jesus — mas também ironiza suposto escândalo de corrupção

Vanessa Centamori Publicado em 30/07/2020, às 12h48

O premiê israelense Benjamin Netanyahu
O premiê israelense Benjamin Netanyahu - Math Knight/Flickr

Segundo informações da agência de notícias Reuters, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, não gostou nenhum pouco de uma escultura em que ele parece estar desfrutando de um banquete da "Última Ceia". 

A obra satírica, de autoria do artista Itay Zalait, foi feita, segundo o autor, para simbolizar a "Última Ceia da democracia israelense". Em resposta, Netanyahu escreveu no Twitter que a exibição é "uma vergonhosa ameaça de crucificação".

 A escultura repudicada pelo premiê faz referência ao clássico tema religioso da pintura de Leonardo da Vinci. A temática original retrata a refeição final de Jesus antes da crucificação, na qual Cristo aparece comendo junto com seus apóstolos. 

Entretanto, na versão com Netanyahu, ele aparece solitário em uma mesa de 10 metros de comprimento. O político agarra sozinho um bolo que se parece com a bandeira de Israel, enquanto está inserido em um cenário de fartura: há à sua disposição um charuto, frutas, carnes, Champanhe Moet & Chandon, uísque Chivas Regal e conhaque Courvoisier.

De modo irônico, o banquete faz alusão às três acusações de corrupção que caem contra Netanyahu. Elas incluem afirmações de que ele ganhou de modo ilícito regalias como champanhe e charutos do empresariado.

Ainda que o premiê negue as supostas irregularidades, um primeiro julgamento contra o primeiro-ministro foi aberto no último mês de maio. As testemunhas, todavia, devem começar a depor apenas no ano que vem, em janeiro.