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Relatório da ONU aponta que mudanças climáticas causadas pelo homem podem ser ‘irreversíveis’

Para o secretário-geral da entidade, levantamento representa “um alerta vermelho para a humanidade”

Fabio Previdelli Publicado em 09/08/2021, às 13h40

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Imagem ilustrativa - Pixabay

Nesta segunda-feira, 9, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, publicou um relatório alarmante expondo que o aquecimento global está se desenvolvendo mais rápido do que se esperava. 

O IPCC relatou que as mudanças como a elevação dos níveis dos mares e o derretimento de calotas polares, assim como outros efeitos do aquecimento global, podem ser irreversíveis por séculos. Além disso, essas causas são “inequivocadamente” alavancadas pela atividade humana através da emissão de gases que causam o efeito estufa.  

"Muitas das mudanças observadas no clima não têm precedentes em milhares, centenas de milhares de anos. Algumas das mudanças — como o aumento contínuo do nível do mar — são irreversíveis ao longo de centenas a milhares de anos", aponta trecho do relatório. 

Caso não haja a redução na emissão desses gases, aponta o relatório, bateremos até 2030 o limite de +1,5ºC no aquecimento do planeta — o que representaria que o índice foi alcançado dez anos antes do previsto.  

O levantamento demorou três anos para ser feito e teve como base mais de 14 mil estudos científicos. Como explica o UOL, está é o primeiro grande relatório internacional a ser publicado desde 2013 — embora outros três apontamentos da IPCC são esperados para os próximos 15 meses.  

Para António Guterres, secretário-geral da ONU, o documento representa “um alerta vermelho para a humanidade” que, entre outras medidas, deverá “pôr fim ao carvão e às energias fósseis antes que destruam o nosso planeta". 

"Nesse específico relatório, eu acredito que essa questão de ser indiscutível que as atividades humanas estão causando a mudança do clima e que essa influência humana está tornando os eventos climáticos extremos, como essas ondas de calor, as fortes chuvas, e as secas, mais frequentes, mais duradouros e mais intensos", explicou Thelma Krug, vice-presidente do IPCC, à GloboNews.  

"Se unirmos nossas forças agora, podemos evitar a catástrofe climática. Mas como o relatório de hoje diz claramente, não há tempo a perder, nem lugar para desculpas", completou Guterres.