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Notícias / Brasil

Relógio do século 17 destruído durante ataque de 8/1 é enviado para restauração

O relógio histórico foi destruído por um civil que participou do ataque ao Planalto há um ano e agora o objeto foi enviado para a Suíça

Isabelly de Lima Publicado em 08/01/2024, às 09h28

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Momento em que relógio é quebrado - Reprodução / Presidência da República
Momento em que relógio é quebrado - Reprodução / Presidência da República

O relógio histórico trazido ao Brasil por dom João VI, danificado durante os eventos criminosos de 8 de janeiro, foi encaminhado para restauração na Suíça, um ano após o ocorrido. A peça, exibida no Palácio do Planalto, foi entregue a representantes da embaixada suíça em 26 de dezembro.

A tarefa de restaurar o artefato está sob responsabilidade da prestigiada fabricante de relógios Audemars Piguet, uma das mais renomadas do mundo. A conclusão do serviço ainda não tem uma data definida, e os custos associados não foram divulgados.

O governo suíço concordou em assumir as despesas, conforme o acordo estabelecido entre os dois países. O relógio em questão, um pêndulo do século 17 revestido com cascos de tartaruga, foi um presente da Corte Francesa à Coroa Portuguesa. Projetado por André-Charles Boulle e fabricado pelo relojoeiro francês Balthazar Martinot, o artefato possui um valor histórico e artístico significativo.

Elizabeth Kajiya, restauradora de obras de arte e pesquisadora da USP, destaca a singularidade do relógio: "O valor histórico é muito grande por ter somente dois relógios feitos por esse artista. Todo o mecanismo dele também é bem específico. Já o valor monetário é incalculável, porque são objetos raros, e como ele não está no mercado, não dá para estimar".

Destruição do objeto

O outro relógio, com metade do tamanho, está atualmente em exibição no Palácio de Versalhes, na França. O incidente que danificou a peça ocorreu no Palácio do Planalto e foi registrado pelas câmeras de segurança, de acordo com a CNN Brasil.

Antônio Cláudio Alves Ferreira foi identificado como o responsável e está sob custódia no Complexo Penitenciário da Papuda, aguardando julgamento. O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou Ferreira réu em junho, destacando a gravidade do crime ao danificar um "relógio histórico".

O ministro Alexandre de Moraes manteve sua prisão, considerando a necessidade de garantia da ordem pública.

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