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Representante russo defende ataque à maternidade na Ucrânia

Autoridades ucranianas confirmaram 3 mortes pelo atentado, incluindo uma menina; já russos contestam vítimas

Fabio Previdelli Publicado em 10/03/2022, às 12h05

Maternidade e hospital após o ataque
Maternidade e hospital após o ataque - Divulgação/Twitter/@adelonas

Na tarde de ontem, 9, a Rússia atacou uma maternidade e hospital infantil situada na cidade ucraniana de Mariupol, em uma região portuária no leste do país. De acordo com as autoridades locais, três pessoas foram vítimas do bombardeio, incluindo uma menina. 

Entretanto, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, justificou o ato. Segundo o representante russo, o local estava sendo usado como base para um batalhão nacionalista. Além do mais, Lavrov argumenta que não havia pacientes no local. 

Este hospital pediátrico foi retomado há tempos pelo batalhão de Azov e por outros radicais, e todas as mulheres que iam dar à luz, todas as enfermeiras e todo pessoal de apoio haviam sido expulsos", disse.

O ataque foi condenado pela comunidade internacional. Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, classificou o bombardeio como uma “atrocidade”. Já o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, disse que o ataque é “inaceitável”. 

Em contrapartida, Dmitry Polyanskiy, primeiro vice-representante permanente da Rússia nas Nações Unidas, alegou que o centro médico foi transformado em um "objeto militar por radicais”. 

É assim que nascem as notícias falsas", disse Polyanskiy ao rebater um tweet do secretário-geral da ONU, António Guterres, que condenou a ação. 

"Alertamos em nossa declaração em 7 de março que este hospital foi transformado em um objeto militar por radicais. Muito preocupante que a ONU divulgue essa informação sem verificação", completou.