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Samia Suluhu Hassan assume a presidência da Tanzânia e se torna a primeira mulher no cargo

A mulher de 61 anos assumirá o lugar após a morte do negacionista da pandemia John Magufuli — que segundo os opositores, morreu de coronavírus

Alana Sousa Publicado em 19/03/2021, às 12h00

Samia Suluhu Hassan, presidente da Tanzânia
Samia Suluhu Hassan, presidente da Tanzânia - Wikimedia Commons

Após a misteriosa morte do presidente da Tanzânia John Magufuli ter sido confirmada na última quarta-feira, 17, Samia Suluhu Hassan assumiu a posição e se tornou a primeira mulher a governar o país, situado na África Oriental, de acordo com informações do G1.

Hassan era vice-presidente de Magufuli, cuja morte vem gerando polêmica. Opositores afirmam que o líder morreu em decorrência do coronavírus, mas as autoridades oficiais negam, dizendo que ele morreu de complicações cardíacas. John era conhecido por seu negacionismo e posicionamento contra a ciência e recomendações básicas de prevenção contra a Covid-19.

“Este não é um momento para apontar dedos, mas sim para dar as mãos e seguir em frente juntos”, disse a nova presidente em uma cerimônia em Dar es Salaam, capital da Tanzânia. Acrescentando que “este é o momento de enterrar nossas diferenças e sermos um como nação”.

Hassan, 61 anos, comandará o país até 2025. Seu maior obstáculo à frente da nação será a pandemia do coronavírus. Não há dados oficiais sobre os casos e mortes no país, sendo que o último registro foi feito em maio de 2020, constando que existem 21 óbitos e 509 infecções por Covid-19.

Coronavírus no Brasil e no Mundo

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 11.780.820 de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 287.499 no país. 

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano. 

De lá pra cá, a doença já infectou 121.882.440 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 2,6 milhões de mortes, sendo mais de 280 mil delas apenas no Brasil.