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Notícias / Mundo

Software de reconhecimento facial gera desconfianças de privacidade

Vídeos no meio de uma multidão em festival, rosto borrado e até mesmo fotos excluídas de site, são achadas

Redação Publicado em 30/05/2022, às 09h34 - Atualizado às 10h59

Mulher testando cãmera de tablet - Getty Images
Mulher testando cãmera de tablet - Getty Images

O software de reconhecimento facial "PimEyes" faz as suas pesquisas através do upload de fotos enviadas pelos usuários para achar os melhores resultados. Seu valor atual é de US$ 29,99 (R$ 142,00 na cotação atual) e na semana passada, uma equipe do jornal estadunidense "The New York Times", comprovou o seu "surreal desempenho".

Durante a reportagem, vários membros da equipe quiseram experimentar a ferramenta, tirando fotos para a realização dos testes. O programa conseguiu achar registros que eles nem sabiam existirem.

Uma das repórteres ficou surpresa com dois achados. No primeiro, ela estava dançando em evento de um museu de arte, há uma década. Em outro, uma gravação que já havia perdido do dia em que foi pedida em casamento.

No caso de outro repórter, foi achado um vídeo do festival musical "Coachella" em que ele esteve presente, ainda em 2011. Até mesmo com seu rosto borrado em um casamento na Grécia, o software conseguiu achar o rapaz.

Falta de privacidade preocupa

O método de funcionamento ligou um sinal de alerta, visto que o software não impõe nenhum limite de privacidade. Os usuários podem fazer buscas sobre qualquer pessoa.

A equipe por trás do invento alega não fazer uma varredura nas redes sociais, porém, todos os outros arquivos online são verificados.

Atualmente, você pode fazer pesquisas de forma gratuita sobre seu próprio rosto ao tirar uma "selfie" no site do software. Para pesquisar outas imagens, é necessário pagar pela assinatura dos serviços.