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Suricatos em zoológicos sentem falta de pessoas durante quarentena, sugere estudo

A pesquisa mostrou que os animais eram estimulados pelas interações com os visitantes da instituição

Ingredi Brunato, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 13/03/2021, às 12h30

Fotografia de suricato
Fotografia de suricato - Wikimedia Commons

Na última sexta-feira, 12, a Live Science publicou um estudo realizado em dois zoológicos — um da África do Sul e um da Inglaterra — durante e após os períodos de lockdown. A pesquisa tinha como objetivo analisar como o comportamento dos animais foi afetado, ou não, pelas mudanças impostas durante a pandemia. 

Uma das observações feitas pelos pesquisadores é que os suricatos, mamíferos de cerca de meio metro de comprimento, passaram a ter “mais interações positivas”, tanto uns com os outros, quanto com os humanos que visitaram os zoológicos depois que a quarentena foi suspensa e o local voltou a funcionar.

"Não podemos dizer o que os animais estavam sentindo, mas os comportamentos positivos que observamos sugerem que o retorno dos visitantes foi uma experiência animadora e envolvente para os suricatos”, explicou a professora Ellen Williams, que fez parte do estudo, segundo divulgado pelo Live Science. 

Para os pinguins da África do Sul, por outro lado, a presença ou a falta de pessoas no zoológico não teve a menor interferência em seu comportamento. 

A pesquisa foi inspirada por comentários de tratadores como o que foi publicado no The Guardian em 2020, observando que suricatos, justamente, estavam “sentindo falta de seus amigos humanos” durante a quarentena.