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Notícias / Brasil

Suspeito de agredir Moïse se pronuncia: "Não queria tirar a vida de ninguém"

Homem diz que tentou se entregar, mas Polícia Civil 'não aceitou'

Fabio Previdelli Publicado em 01/02/2022, às 16h33

O jovem congolês Moïse Kabamgabe - Divulgação/ Arquivo Pessoal
O jovem congolês Moïse Kabamgabe - Divulgação/ Arquivo Pessoal

No início da tarde de hoje, 1, um homem, que não teve sua identidade revelada, afirmou ser um dos agressores do congolês Moïse Kabamgabe. Aos 24 anos, o jovem foi espancado até a morte depois de cobrar o pagamento de seu salário atrasado no Quiosque Tropicália, que fica próximo ao Posto 8, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro

Conforme repercutido pela equipe do site do Aventuras na História, Kabamgabe foi agredido por cinco homens. Gravações de câmeras de segurança apontam que o fatal episódio durou cerca de 15 minutos. 

A polícia, porém, ainda não confirma a versão do suspeito e o aguarda para prestar depoimento. Ao SBT Rio, o sujeito falou sobre o episódio. "A gente não queria tirar a vida de ninguém, nem porque ele era negro ou de outro país".

Segundo seu relato, Moïse teria perdido a cabeça e tentou agredir um homem dentro do trabalho. Para evitar uma confusão maior, três pessoas tentaram segurá-lo. Assim teria começado o espancamento. 

O relato contrapõem a versão dada pela família de Kabamgabe, que afirma ter tido acesso às câmeras de segurança que flagraram as agressões. De acordo com relatos de sua mãe, Ivana Lay, o filho iria cobrar o valor de dois dias de trabalho que não lhe haviam sido pagos. O suspeito, porém, contesta isso.

Ninguém devia nada a ele. Foi um fato que, no impulso, a gente [agiu]. [A gente] viu ele com a cadeira na mão e foi tentar ajudar o senhor". 

O homem também relatou que, por duas vezes, tentou se entregar à Polícia Civil desde a data do episódio, mas as autoridades ‘não aceitaram’. Segundo ele, "[os policiais] disseram que não tinham nada contra mim."