Notícias » Brasil

Suspeito de comandar organização criminosa carioca é preso na Paraíba

Segundo a Polícia Civil, o acusado seria um dos líderes da milícia do Gardênia Azul, grupo também apontado no caso Marielle Franco

Pamela Malva Publicado em 29/07/2021, às 12h00

Imagem meramente ilustrativa de viatura policial
Imagem meramente ilustrativa de viatura policial - Divulgação/ Pixabay/ diegoparra

Em junho de 2019, o Ministério Público colocou em prática uma operação cujo objetivo era cumprir 24 mandados de prisão contra uma organização criminosa do Rio de Janeiro. Foi apenas na última quarta-feira, 28, contudo, que Almir Rogério Gomes da Silva, apontado como líder da milícia carioca, acabou detido pela Polícia Civil da Paraíba.

Localizado em Jacarepaguá, o grupo criminoso supostamente liderado por Almiré investigado pelo Ministério Público há anos. Entre os crimes atribuídos à organização estão a venda ilegal de botijões de gás, extorsões e até mesmo homicídios.

Nas investigações que dizem respeito apenas a Almir, contudo, o homem é suspeito de comandar o assassinato de Eliezio Victor dos Santos Lima em 12 de outubro de 2018. Na ocasião, a vítima teria incomodado a milícia ao brigar com sua esposa, o que resultou no homicídio, na comunidade do Gardênia Azul.

Foragido há pouco mais de um ano, Almir buscou esconderijo no município de Queimadas, na Paraíba. Segundo a Polícia Civil da região, o suspeito ainda é investigado por um segundo assassinato, dessa vez cometido no dia 3 de junho.

Ainda mais, em nota oficial, o delegado Diego Beltrão, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Paraíba, informou que havia “indícios fortes de que [Almir] estava traficando drogas e planejando ataques a instituições financeiras" do estado.

A milícia supostamente comandada pelo suspeito também é citada no caso Marielle Franco, visto que o grupo criminoso do Gardênia Azul teria procurado o miliciano Adriano da Nóbrega para discutir o assassinato da vereadora. As informações foram reveladas pela própria viúva de Nóbrega, Júlia Lotufo, de acordo com a Revista VEJA.

Ainda que o crime tenha sido cometido em 14 de março de 2018, ninguém foi acusado pelo assassinato de Marielle até hoje. O testemunho de Júlia, nesse sentido, faz parte de uma tentativa de firmar um acordo de delação premiada para a mulher.