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Terremoto teria devastado palácio de Israel há mais de 3 mil anos, revela pesquisa

Através de análises de estruturas, um time de pesquisadores fez uma descoberta impressionante

Redação Publicado em 14/09/2020, às 07h47

Os restos do antigo Palácio
Os restos do antigo Palácio - Divulgação/George Washington University/University of Haifa

No sítio de Tel Kabri, estudos feitos por pesquisadores de Israel e EUA resultaram numa descoberta impressionante: há 3.700 anos, um terremoto teria causado a devastação e abandono de um Palácio na antiga Israel. As informações são do Plos One, via Galileu.

Abrigando uma cidade que existiu entre 1.900 a.C e 1.700 a.C e os restos de um antigo palácio cananeu, os arqueólogos sempre tiveram muita motivação para entender o que causou a destruição e abandono do local. "Nós nos perguntamos por vários anos o que causou a repentina destruição e abandono do palácio e do local, após séculos de ocupação", revelou Assaf Yasur-Landau, que faz parte do estudo, em comunicado.

Restos do antigo Palácio - Divulgação/George Washington University/University of Haifa

 

Diante da grande dificuldade em detectar sinais de terremotos na Antiguidade, o time de pesquisadores se deparou com pedras na parte debaixo das paredes e também com tijolos de barros que estavam acima.

"Os destroços implicam em um colapso rápido em vez de um acúmulo lento dos tijolos das paredes ou do teto de uma estrutura abandonada", afirmou Ruth Shahack-Gross, que também participou da pesquisa. "O rápido colapso e o rápido sepultamento, combinados com a localização geológica de Tel Kabri, aumentam a possibilidade de que um ou mais terremotos podem ter destruído as paredes e o teto do palácio sem incendiá-lo."

"Nossos estudos mostram a importância de combinar métodos macro e microarqueológicos para a identificação de terremotos antigos", explica Michael Lazar, que liderou a pesquisa. "Também precisávamos avaliar cenários alternativos, incluindo colapso climático, ambiental e econômico, além de guerra, antes de estarmos confiantes para propor um cenário de evento sísmico."

Divulgação/George Washington University/University of Haifa

 

Pensando nisso, o time encontrou um piso que parecia danificado, marcado por paredes inclinadas. Além disso, foi possível notar que os tijolos da parede e do teto não resistiram ao impacto do evento. "Realmente parece que a terra simplesmente se abriu e tudo ao seu lado caiu”, indica Eric Cline, que também faz parte do estudo. Vale reforçar que os estudos não encontraram sinais de atividades humanas que poderiam ter danificado a estrutura.