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Tribo Maori exige que manifestantes antivacina parem de usar dança tradicional em protestos

Conhecida como haka, a dança de guerra foi utilizada por milhares de militantes durante paralizações na última semana

Pamela Malva Publicado em 15/11/2021, às 13h00

Integrantes de tribo maori realizando a tradicional haka em fevereiro de 2021
Integrantes de tribo maori realizando a tradicional haka em fevereiro de 2021 - Getty Images

Na semana passada, manifestantes utilizaram a tradicional dança Ka Mate haka durante protestos antivacina na Nova Zelândia. Diante do episódio, segundo a BBC, a tribo maori Ngati Toa exigiu que os militantes parassem de usar o haka "imediatamente".

A tradição é bastante famosa na região por ser realizada pelos integrantes do time de nacional de rugby All Blacks antes de cada partida. Acontece que a tribo Ngati Toa é a proprietária da tutela legal do haka, uma antiga dança de guerra.

Em comunicado, então, o diretor executivo da tribo, Helmut Modlik, afirmou que a "Ngati Toa condena o uso do Ka Mate haka para empurrar e promover mensagens antivacina". O discurso do líder foi emitido depois que cerca de 2 mil manifestantes se reuniram diante do parlamento em Wellington carregando cartazes anti-vacinação.

Muitos de nossos tupuns [ancestrais] perderam a vida em pandemias anteriores”, narrou Modlik. “Temos absoluta certeza de que a vacina COVID-19 é a melhor proteção que temos à nossa disposição e estamos comprometidos em apoiar nossos whānau [família] para obter vacinado o mais rápido possível.”

Ainda de acordo com a BBC, a taxa de vacinação entre os Maori têm sido bem baixas, com apenas 61% dos indígenas elegíveis totalmente imunizados. Quando observados os dados acerca da população da Nova Zelândia como um todo, no entanto, já são cerca de 90% de adultos elegíveis completamente vacinados no país.