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Grupo antivacina acusa Hospital no Reino Unido de ‘crimes contra a humanidade’

Segundo os conspirólogos, imunizante viola os princípios do ‘Código de Nuremberg’, que foi estabelecido pós-Guerra

Fabio Previdelli Publicado em 21/10/2021, às 13h34

Antivacinas invadem hospital no Reino Unido
Antivacinas invadem hospital no Reino Unido - Divulgação/Twitter/@Shayan86

Conspirólogos antivacina invadiram o Colchester Hospital, no Reino Unido, na tarde de ontem, 20, para protestarem contra a equipe médica, a quem acusam de serem cúmplices de crimes ‘contra a humanidade’.

O grupo, que sacudia papéis com supostas intimações legais, chegou a citar o ‘Código de Nuremberg’ para “denunciar” os profissionais de saúde por estarem mancomunados com uma farsa “plandêmica” — o termo foi usado por um documentário negacionista, já banido da internet, que afirma que o Sars-Cov-2 foi manipulado em laboratório. 

Na abordagem, os conspirólogos entregam aos médicos vários envelopes com “todas as evidências para provar que o coronavírus é uma fraude ‘pandêmica’ absoluta”, segundo informou o Daily Mail. 

O grupo afirma que a equipe do hospital “está operando ilegalmente” e “cometendo crimes contra a Humanidade, ao continuar a impor e propagar essa mentira. Se tornando, essencialmente, parte dela”.

O Código de Nuremberg

Pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1947, juízes americanos criaram o Código de Nuremberg para julgar médicos nazistas acusados de fazerem experimentos médicos com humanos nos Campos de Concentração.

O Código possui 10 princípios, sendo o primeiro deles afirmando que o consentimento voluntário é absolutamente essencial para qualquer tipo de experimento em humanos.

Outro ponto completa que tais experimentos só devem ser feitos para o bem da sociedade, e que todo sofrimento ou lesão física e mental desnecessária deve ser evitada, sendo que nenhum procedimento deve ser conduzido caso existam boas razões para acreditar que seu processo possa resultar em morte ou lesão incapacitante. 

Assim, os conspiracionistas apontam que as vacinas usadas para combater a Covid-19 violam o ‘Código de Nuremberg’, já que elas seriam “experimentais” e as pessoas que recebem as doses dos imunizantes não são informadas sobre isso — o que violaria o consentimento das mesmas. 

Um dos manifestantes foi identificado por um jornalista da BBC. Ele seria Michael Chaves, um ex-paramédico casado, de 55 anos, que possui um canal com milhares de seguidores. No espaço, Chaves alega que a pandemia é uma “farsa” e as vacinas — responsáveis por salvarem milhões de vidas em todo o mundo — “são mortais”.