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Trump diz que Democratas “estão usando a Covid-19 para roubar as eleições”

Ao quebrar protocolo e discursar na abertura da convenção do Partido Republicano, presidente americano acusa aquela que seria “a maior trapaça na história da política”

Fabio Previdelli Publicado em 24/08/2020, às 17h21

O presidente americano Donald Trump durante discurso
O presidente americano Donald Trump durante discurso - Wikimedia Commons

Na manhã desta segunda-feira, 24, o presidente americano Donald Trump foi formalmente nomeado por delegados do Partido Republicano como candidato para um segundo mandato. A convenção aconteceu em Charlotte, na Carolina do Norte.

Apesar de não ser esperado por lá, Trump apareceu de surpresa e aproveitou a ocasião para realizar um discurso, onde fez duras criticas aos seus rivais do Partido Democrata. Em primeiro momento, ele reclamou de seus concorrentes não terem citado Deus durante a convenção que fizeram na semana passada.

Devido a pandemia do coronavírus, sendo que os Estados Unidos é o país mais afetado pela doença, os Democratas vêm insistindo para que aconteça a votação remota, feita por correio. Entretanto, a ideia não agrada muito a Trump, que afirma que isso é uma artimanha de seus rivais, que “estão usando a Covid-19 para roubar as eleições”.

“É a maior trapaça na história da política, não falo só do nosso país”, disse o presidente ao criticar aquilo que ele chama de “colheita eleitoral”. Além do mais, Trump disse que é necessário prestar atenção nos próximos nomes que serão indicados a Suprema Corte. Eu nomeei dois ministros, mas o próximo pode ter até cinco, isso é muito importante quando se fala de vida, segunda emenda, militares. Precisamos vencer essa eleição”.

“Em um segundo mandato, vamos continuar a reforçar o exército, que havia sido sucateado, vamos criar 10 milhões de empregos, eles querem aumentar os impostos, eles vão quadruplicar os impostos", prometeu. "Vamos dar créditos para empresas que trouxerem empregos da China e impor taxas aos países que tiram vantagem dos EUA. Há países que nos impõem alíquotas e não retaliamos".