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Tumbas recém-descobertas na ilha de Chipre seriam usadas para rituais ligados à morte

A escavação das câmaras funerárias revelaram não apenas esqueletos, mas também artefatos raros

Ingredi Brunato Publicado em 14/12/2020, às 15h44

Fotografia do local das escavações
Fotografia do local das escavações - Divulgação/ Universidade de Gotemburgo

Recentemente, escavações realizadas por arqueólogos suecos encontraram na ilha de Chipre diversas câmaras funerárias onde rituais de culto à morte seriam realizados. O local parou de ser usado em 1.150 a.C. 

As tumbas contavam com 52 esqueletos - que os especialistas acreditam pertencer a dez gerações de uma única família abastada, e artefatos vindos de vários locais diferentes do globo.

É essa variedade de relíquias que levou os pesquisadores a concluírem que as câmaras subterrâneas teriam função ritualística para a população local da época, que as usaria como ponto de reunião para os cultos à morte. 

Fotografia mostrando um dos esqueletos encontrados na tumba / Crédito: Divulgação/ Universidade de Gotemburgo

 

De acordo com a revista Galileu, um dos envolvidos no estudo, o professor de arqueologia Peter Fischer, disse que “Muitos dos [achados] foram trazidos de áreas que correspondem à Grécia, a Creta, à Turquia, à Síria, ao Líbano, a Israel, à Palestina e ao Egito atualmente”.

Estavam entre as relíquias descobertas vasos gregos de 1.350 a.C, sinetes (que são instrumentos usados para selar documentos) da Babilônia de 1.800 a.C e até mesmo um raro amuleto egípcio no formato de um escaravelho de 1.350 a.C.

Outra descoberta dos pesquisadores foi que a mortalidade infantojuvenil na região das escavações seria muito alta devido à presença de certos parasitas locais. Dessa forma, foi determinado que os adultos mais velhos teriam cerca de 40 anos de idade. 

Fotografia de um dos vasos gregos encontrados no local / Crédito: Divulgação/ Universidade de Gotemburgo

 

Sobre a arqueologia 

Descobertas arqueológicas milenares sempre impressionam, pois, além de revelar objetos inestimáveis, elas também, de certa forma, nos ensinam sobre como tal sociedade estudada se desenvolveu e se consolidou ao longo da história. 

Sem dúvida nenhuma, uma das que mais chamam a atenção ainda hoje é a dos egípcios antigos. Permeados por crendices em supostas maldições e pela completa admiração em grandes figuras como Cleópatra e Tutancâmon, o Egito gera curiosidade por ser berço de uma das civilizações que foram uma das bases da história humana e, principalmente, pelos diversos achados de pesquisadores e arqueólogos nas últimas décadas.