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Muito além da angústia: 5 fatos sobre a importante participação política da imperatriz Leopoldina

Apesar de pouco comentado, o envolvimento político da imperatriz foi crucial para o desenvolvimento da história do país

Penélope Coelho Publicado em 29/09/2020, às 13h10

Retrato de Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo
Retrato de Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo - Wikimedia Commons

Descrita como uma mulher melancólica que enfrentou por alguns anos um relacionamento abusivo com o imperador do Brasil, Dom Pedro I, Maria Leopoldina teve mesmo uma vida sofrida, todavia, se engana quem pensa que a trajetória da mulher se resume somente aos seus dias tristes.

A imperatriz teve, na verdade, um papel de extrema importância para a independência do Brasil, a partir de uma ótima leitura da situação que o país enfrentava na época, ao perceber que o clima político se conduzia para a transformação de uma república.

Confira 5 fatos sobre a participação de Leopoldina na independência brasileira.

Retrato de D. Leopoldina / Crédito: Wikimedia Commons

 

1. Criada para governar

Segundo a BBC, por sua experiência na Áustria, Leopoldina temia revoluções populares, já que cresceu ouvindo o exemplo do que tinha acontecido com sua tia-avó, Maria Antonieta, que foi guilhotinada durante a Revolução Francesa.

Por isso, diferentemente de Pedro, a mulher sabia dialogar com o povo, apesar de todas as diferenças entre a Europa e o solo brasileiro. Fazia parte de sua criação o aprendizado de diferentes línguas para que ela pudesse se comunicar com qualquer pessoa, por isso, D. Leopoldina já tinha um conhecimento prévio de política, o que tornava fácil saber quais seriam os próximos passos que deveriam ser tomados.


2. Conselhos

Desde que se casou com Dom Pedro I, a imperatriz seguia fielmente uma função: colocar os interesses do Estado e da monarquia sempre à frente dos seus. Percebendo a situação do país, Leopoldina aconselhou seu marido para tomar a dianteira na declaração da independência do Brasil.

Foi ela quem convocou uma reunião de emergência para definir quais ações seriam feitas pela monarquia naquele momento.


3. Mulher no poder 

Ainda no importante ano de 1822, enquanto seu marido realizava uma viagem para São Paulo, Leopoldina fez algo jamais realizado por uma mulher anteriormente no país, quando ocupou o cargo de regente na ausência de Pedro I. No mesmo período em que a assinatura da independência do Brasil foi realizada, 2 de setembro.

Por sua vez, o imperador foi informado sobre a notícia somente cinco dias depois, dando origem ao momento eternizado às margens do rio Ipiranga em 7 de setembro daquele ano, data que marca o Dia da Independência. Ou seja, apesar de ter ficado pouquíssimos dias no poder, D. Leopoldina entrou para sempre para a história do Brasil.


4. Quebra de regras

Dona Leopoldina e Dom Pedro I / Crédito: Wikimedia Commons

 

Apesar do ato citado acima ser considerado à frente de seu tempo, de maneira geral, especialistas não consideram Leopoldina como uma mulher moderna, já que ela seguia os padrões europeus do século 19.

Porém, o fato da imperatriz ter declarado o ‘Fico’ antes do marido foi considerado como uma violação nas regras da corte portuguesa na ocasião. “A imperatriz tinha certeza que se saíssem do Brasil como os políticos portugueses desejavam, não só Portugal perderia o domínio do Brasil, como provavelmente haveria uma guerra civil aqui", declarou Paulo Rezzutti, autor de D. Leopoldina: a história não contada - A mulher que arquitetou a independência do Brasil em entrevista ao UOL.


5. Legado

De grande peso para a nossa história, Leopoldina viveu somente nove anos no país, em decorrência de sua morte aos 29 anos, em 11 de dezembro de 1826. Contudo, nesse curto período ela realizou mudanças que permanecem até hoje.

Com garra e determinação, foi Dona Leopoldina que iniciou a contribuição para a cultura e educação científica no Brasil, trazendo sua biblioteca para o país e desenvolvendo o interesse da população sobre a história dos recursos naturais brasileiros. 


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