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Águas bravas: A história da surfista que foi atacada por um tubarão e venceu o trauma

Bethany Hamilton tinha tudo para não encarar o mar novamente, entretanto, voltou a surfar e saiu vitoriosa em todos os sentidos

Ingredi Brunato Publicado em 11/10/2020, às 10h00

Trecho de documentário de 2020 da Netflix, chamado "Bethany Hamilton: Unstoppable"
Trecho de documentário de 2020 da Netflix, chamado "Bethany Hamilton: Unstoppable" - Divulgação/ Netflix

Na manhã do dia 31 de outubro de 2003, Bethany Hamilton estava em uma das praias do Havaí, onde tinha nascido, surfando com sua com sua melhor amiga, Alana Blanchard, ao lado do pai e do irmão. O que deveria ser apenas uma manhã agradável, contudo, se transformou num pesadelo quando a garota foi atacada por um tubarão-tigre. 

Ela tinha apenas 13 anos na época, e estava relaxando após algumas manobras na água, deitada na prancha com seu braço esquerdo dentro da água quando o desastre aconteceu. A jovem surfista foi mordida logo abaixo do ombro, perdendo em um instante seu braço inteiro. 

Após o acidente 

Após ser retirada às pressas da água, o pai de Alana fez um torniquete no coto que sobrou na lateral do corpo de Bethany na tentativa de estancar o sangue, entretanto, ela já havia perdido 60% do membro a caminho do hospital mais próximo. 

Por conta disso, quando eles quando deram entrada no Wilcox Memorial Hospital, a garota estava em choque hipovolêmico, estado alcançado após a perda de um grande volume de plasma sanguíneo. 

Apesar da situação extrema, Bethany revelou mais tarde que tanto no momento da mordida, quanto durante o caminho para o hospital, ela não havia sentido muita dor, apenas se encontrava cada vez mais dormente enquanto perdia sangue. 

Trecho de trailer de documentário "Bethany Hamilton: Unstoppable". Crédito: Divulgação/ Netflix 

 

No dia, por coincidência, o pai da jovem surfista estava para fazer uma cirurgia no joelho naquele mesmo hospital, de forma que ele pôde ceder seu lugar para a filha, que precisou ficar uma semana em recuperação. 

O caso ganhou atenção midiática, e curiosamente ao ouvir falar da história da menina, uma família de pescadores entrou em contato com investigadores locais para anunciar que por acaso tinham capturado um tubarão-tigre bem no dia do ataque de Bethany. Posteriormente confirmou-se que restos de prancha encontrados na boca do animal eram compatíveis com a que a jovem usava quando foi mordida. 

Carreira no surfe

Bethany durante competição. Crédito: Wikimedia Commons

 

Após uma história tão traumática e de sequelas permanentes quanto a vivida por Bethany Hamilton, seria compreensível a menina não chegar perto do Oceano. Todavia, o que aconteceu foi o contrário. Mesmo depois do ataque do tubarão-tigre, e com um braço a menos, a jovem decidiu voltar a praticar o surfe. 

O início foi difícil: o corpo da garota tinha agora um novo ponto de equilíbrio por conta da ausência do membro esquerdo, e ela precisou de tempo para se adaptar a surfar com seu novo corpo. Mais tarde, descobriu que conseguia compensar a perda do braço tornando os pés mais ativos. 

A princípio, Bethany também apenas pegou ondas com uma prancha especial, que era mais grossa e contava com uma alça para o braço direito. Depois de muita prática, ela conseguiu passar a usar a prancha padrão das competições. 

Fama 

A surfista não apenas aprendeu a surfar com um braço só, como também se tornou vencedora de diversas competições de surfe. Sua história inspiradora lhe rendeu aparições em diversos programas norte-americanos, entre eles Good Morning America, The Oprah Winfrey Show, The Ellen DeGeneres Show e The Tonight Show. 

Bethany também deu entrevistas a revistas famosas estadunidenses, lançou um livro autobiográfico, teve dois documentários contando sua história (o último, em 2020, chamou-se “Bethany Hamilton: Unstoppable”, e foi produzido pela Netflix), e mais dois filmes, um em que é interpretada por AnnaSophia Robb, e outro em que interpreta a si mesma.


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