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Sendo a monarca a ocupar por mais tempo o trono, o destino de Elizabeth II não era tornar-se rainha

A jovem princesa era a terceira na linha de sucessão ao trono, e muitos duvidavam sobre a possibilidade de Elizabeth assumir a coroa

Daniela Bazi Publicado em 04/01/2020, às 09h00

Elizabeth II e seu marido, o príncipe Philip, no dia de sua coroação
Elizabeth II e seu marido, o príncipe Philip, no dia de sua coroação - Getty Images

 Aos 93 anos de idade, estando a 67 deles no trono britânico, é difícil imaginar que, inicialmente, o destino de Elizabeth II não era torna-se rainha. 

Quando nasceu, durante o reinado de seu avô George V, em 1926, Elizabeth era a terceira na linha de sucessão ao trono. Ela estava atrás de seu tio, o príncipe Edward, e seu pai, o príncipe Albert. De acordo com o esperado na época, era quase impossível que a jovem princesa se tornasse rainha um dia. 

Rei George V e seus filhos no Palácio de Balmoral / Créditos: Getty Images

 

Edward, o primeiro na linha de sucessão, ainda era jovem o suficiente para se casar e ter herdeiros. Também existiam esperanças de que Albert tivesse um filho homem, já que o príncipe tinha apenas duas mulheres - Elizabeth e Margaret

Nessa época, os herdeiros do sexo masculino tinham o direito de ultrapassar as mulheres na linha de sucessão, independente da ordem de nascimento. A lei que permitia esse ato foi abolida em 2011, mas ainda se aplica aos nascidos antes dessa data. Caso Albert realmente tivesse um filho, Elizabeth perderia sua posição para o irmão mais novo. 

A possibilidade de Edward ter filhos também poderia distanciar cada vez mais a princesa de subir ao trono. Os herdeiros do primeiro na linha sucessória seriam privilegiados e ocupariam o lugar de Albert, o jogando para uma posição mais baixa, assim como aconteceu com o príncipe Harry após os nascimentos dos filhos de William, atual segundo na linha de sucessão. 

Após a morte de George V, Edward assumiu e tornou-se rei. Entretanto, pouco menos de um ano depois, antes de sua cerimônia de coroação acontecer, ele renunciou o trono para poder se casar com Wallis Simpson, uma socialite americana divorciada. 

Edward e sua esposa, Wallis Simpson, acabaram sendo nomeados como Duque e Duquesa de York / Créditos: Getty Images

 

Por muitos anos, a monarquia britânica via com maus olhos o casamento com pessoas divorciadas no qual o ex-cônjuge ainda estivesse vivo. Após sua abdicação, Edward foi exilado na França e, por não ter filhos, quem assumiu o trono foi seu irmão Albert, que mudou seu nome para George VI, em homenagem a seu falecido pai. 

Apesar do povo britânico continuar com as esperanças do novo rei produzir um herdeiro homem, isso nunca aconteceu, e Elizabeth aos dez anos, tornou-se a primeira na linha de sucessão. Pai e filha sempre foram muito próximos e, ao assumir o trono, Albert sempre procurava tempo para dar conselhos sobre como governar o reino a Elizabeth. 

Princesa Elizabeth chegando na Abadia de Westminster, no dia da coroação de seu pai, o rei George VI / Créditos: Getty Images

 

O rei George VI morreu em 6 de fevereiro de 1952, tornando sua filha mais velha rainha imediatamente. Desde então, a princesa superou as expectativas de todos na época e se tornou a grandiosa rainha Elizabeth II.


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