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Furby: A Inteligência Artificial dos anos 90

Para as crianças da época, essas criaturas de pelúcia representavam interações sociais constantes

Joseane Pereira Publicado em 23/09/2019, às 12h00

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Reprodução

Criaturas peludas e de olhos grandes, os Furbies eram o brinquedo obrigatório das crianças da época de seu lançamento, em 1998. Falando em sua própria língua, esses pequenos robôs foram provavelmente os primeiros exemplos do contato entre humanos e Inteligência Artificial.

Bate-papo com robôs

Os Furbies faziam uso de uma linguagem própria, se tornando amigos automatizados com os quais as crianças realmente podiam conversar. Ao saírem da caixa, eles falavam apenas o idioma “nativo”, ou Furbish, para depois aprenderem o inglês – enquanto integravam-se à vida de seus donos. A ideia era simular um processo de aprendizagem, já que o inglês estava programado para aparecer aos poucos.

Desde então, o conceito de inteligência artificial tem transformado nosso mundo, sendo usada em videogames, softwares de comércio eletrônico e aplicativos de celulares. E estima-se que até 2040, a IA seja tão inteligente como os humanos.

Entretanto, alguns acreditam que isso é muito perigoso: um exemplo é que os robôs poderiam substituir humanos nos locais de trabalho, aumentando o desemprego, ou ser alternativas de sociabilidade que afastariam o contato humano.

Dessa forma, os pequenos Furbies – inspirando as IAs de auto-aprendizado - ficaram como uma lembrança do início de nossa interação com seres tecnológicos, no limiar da relação entre humano e máquina.