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O suspiro final do símbolo modernista: há 48 anos, morria Tarsila do Amaral

Considerada uma das maiores artistas nacionais, a pintora foi eternizada na história do país

Victória Gearini Publicado em 17/01/2021, às 00h00

Retrato da pintora brasileira Tarsila do Amaral (1886-1973)
Retrato da pintora brasileira Tarsila do Amaral (1886-1973) - Wikimedia Commons

Na fatídica madrugada do dia 17 de janeiro de 1973, o Brasil recebia a notícia da morte da ilustre pintora Tarsila do Amaral. Após dar entrada no hospital Beneficência Portuguesa, a artista fora internada às pressas em decorrência de uma pedra na vesícula.

No entanto, devido a complicações geradas pela cirurgia, a pintora não resistiu, vindo a óbito naquela noite.  

Vida pessoal

Nascida no dia 1º de setembro de 1886, em Capivari, no interior do Estado de São Paulo, Tarsila era filha do fazendeiro José Estanislau do Amaral e de Lydia Dias de Aguiar Amaral. 

Conforme repercutido pelo jornal Folha de S. Paulo, durante boa parte de sua infância, a futura artista viveu na fazenda da família, sendo educada por uma professora belga, que lhe ensinou a ler e a escrever em francês.

 Tarsila do Amaral, em 19 de março de 1969 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Ainda jovem se mudou para a cidade de São Paulo, onde estudou no Colégio Sion, localizado no bairro de Higienópolis. Nos anos seguintes, estudou no colégio Sacre Couer, em Barcelona, onde pintou o seu primeiro quadro, em 1904, chamado Sagrado Coração de Jesus.

Ao retornar para o Brasil, acabou se casando com André Teixeira Pinto, com quem teve sua única filha, chamada Dulce — que faleceu poucos anos antes de sua mãe.

Já em 1918, conheceu a também artista Anita Malfatti, que lhe apresentou outros pintores modernistas. Mais tarde, ao lado de Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade e Mário de Andrade, formaram o famoso Grupo dos Cinco. 

Da esquerda para a direita: Pagu, Elsia Lessa, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Eugênia Álvaro Moreyra em época posterior à Semana da Arte Moderna de 1922 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Devido à proximidade entre os artistas, Tarsila e Oswaldcomeçaram a passar mais tempo juntos, o que resultou no namoro. No entanto, o casal só oficializou o matrimônio em 1926, no mesmo ano em que ela fez sua primeira exposição individual em Paris. O quadro Abaporu foi um presente de aniversário ao amado.

Entretanto, em 1929, a pintora descobriu que o então marido tinha a traído com a escritora Pagu. Na época, a autora era considerada a musa dos modernistas e frequentava a casa de Tarsila. Com o choque da traição, a artista decidiu separar-se do esposo.  

Carreira profissional

Os ilustres quadros da modernista são marcados por formas geométricas, cores vibrantes e traços gigantes. Além disso, temáticas nacionais sempre fizeram parte de seus memoráveis trabalhos.

Quadro de Tarsila do Amaral / Crédito: Divulgação / Rovena Rosa / Agência Brasil

 

Em 1929, fez sua primeira exposição individual no Brasil. Já em 1933, pintou o quadro Operários, apresentando uma temática social. Em seguida, ilustrou o mesmo tema nas obras Segunda Classe, Costureiras e Orfanato.

Em 1951, participou da 1ª Bienal de São Paulo e na 7ª edição do evento ganhou uma sala especial chamada de Retrospectiva de Tarsila.

Atualmente, o quadro Abaporu é considerado uma de suas maiores obras e está sob a posse do empresário Eduardo Constantino, dono do Malba (Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires). Além disso, a tela compõe o acervo permanente deste espaço cultural.


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