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Há 135 anos, nascia a artista Tarsila do Amaral

Consagrada na história da arte nacional, a pintora fez parte do famoso Grupo dos Cinco

Victória Gearini Publicado em 17/01/2021, às 00h00 - Atualizado em 01/09/2021, às 12h00

Tarsila do Amaral, em 19 de março de 1969
Tarsila do Amaral, em 19 de março de 1969 - Arquivo Nacional Brasileiro / Domínio Público, via Wikimedia Commons

Nascida no dia 1º de setembro de 1886, em Capivari, no interior do Estado de São Paulo, Tarsila do Amaraltornou-se uma das maiores artistas brasileiras do século 20, sendo eternizada na história da arte nacional.

Ao longo da sua vida, a pintora foi responsável por ilustres criações artísticas que revolucionaram a sociedade da época. 

Ainda hoje, Tarsila é amplamente reverenciada por críticos de arte e admiradores, tornando-se símbolo da cultura popular brasileira.

Vida pessoal

Filha do fazendeiro José Estanislau do Amaral e de Lydia Dias de Aguiar Amaral, a futura artista cresceu no interior do Estado de São Paulo.

Conforme repercutido pelo jornal Folha de S. Paulo, durante boa parte de sua infância, a futura artista viveu na fazenda da família, sendo educada por uma professora belga, que lhe ensinou a ler e a escrever em francês.

Retrato da pintora brasileira Tarsila do Amaral (1886-1973) / Crédito: Domínio Público, via Wikimedia Commons

 

Ainda jovem se mudou para a cidade de São Paulo, onde estudou no Colégio Sion, localizado no bairro de Higienópolis. Nos anos seguintes, estudou no colégio Sacre Couer, em Barcelona, onde pintou o seu primeiro quadro, em 1904, chamado Sagrado Coração de Jesus.

Ao retornar para o Brasil, acabou se casando com André Teixeira Pinto, com quem teve sua única filha, chamada Dulce — que faleceu poucos anos antes de sua mãe.

Já em 1918, conheceu a também artista Anita Malfatti, que lhe apresentou outros pintores modernistas. Mais tarde, ao lado de Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade e Mário de Andrade, formaram o famoso Grupo dos Cinco. 

Devido à proximidade entre os artistas, Tarsila e Oswald começaram a passar mais tempo juntos, o que resultou no namoro. No entanto, o casal só oficializou o matrimônio em 1926, no mesmo ano em que ela fez sua primeira exposição individual em Paris. O quadro Abaporu foi um presente de aniversário ao amado.

Da esquerda para a direita: Pagu, Elsia Lessa, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Eugênia Álvaro Moreyra em época posterior à Semana da Arte Moderna de 1922 / Crédito: Domínio Público, via Wikimedia Commons

 

Entretanto, em 1929, a pintora descobriu que o então marido tinha a traído com a escritora Pagu. Na época, a autora era considerada a musa dos modernistas e frequentava a casa de Tarsila. Com o choque da traição, a artista decidiu separar-se do esposo.  

Carreira profissional

Os ilustres quadros da modernista são marcados por formas geométricas, cores vibrantes e traços gigantes. Além disso, temáticas nacionais sempre fizeram parte de seus memoráveis trabalhos.

Em 1929, fez sua primeira exposição individual no Brasil. Já em 1933, pintou o quadro Operários, apresentando uma temática social. Em seguida, ilustrou o mesmo tema nas obras Segunda Classe, Costureiras e Orfanato.

Em 1951, participou da 1ª Bienal de São Paulo e na 7ª edição do evento ganhou uma sala especial chamada de Retrospectiva de Tarsila.

Atualmente, o quadro Abaporu é considerado uma de suas maiores obras e está sob a posse do empresário Eduardo Constantino, dono do Malba (Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires). Além disso, a tela compõe o acervo permanente deste espaço cultural.

Momentos finais 

Na fatídica madrugada do dia 17 de janeiro de 1973, o Brasil recebia a notícia da morte da ilustre pintora Tarsila do Amaral.

Após dar entrada no hospital Beneficência Portuguesa, a artista foi internada às pressas em decorrência de uma pedra na vesícula.

No entanto, devido a complicações geradas pela cirurgia, a pintora não resistiu, vindo a óbito, aos 87 anos, naquela triste noite.  


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