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Conheça o arqueólogo italiano que levou 35 anos para montar uma maquete perfeita de Roma

A estrutura, encomendada por Mussolini, levou mais tempo que a própria construção do Coliseu para ser finalizada

André Nogueira Publicado em 24/05/2019, às 06h00 - Atualizado às 09h00

Maquete do arqueólogo
Maquete do arqueólogo - Divulgação

Roma, que foi uma cidade heterogênea e cujos escombros antigos se misturam debaixo da capital italiana, ainda está sendo descoberta por estudiosos. Depois de milhares de anos da queda da cidade mais poderosa do mundo, o arqueólogo italiano Italo Gismondi conseguiu reconstruir suas vias e as construções com grande precisão histórica em uma maquete impressionante.

A estrutura montada remete à Roma do século 4 d.C., durante o auge da urbanização da cidade. O modelo pensado tem como referência principal o governo de Constantino I, o momento de maior dimensão territorial de Roma.

Reprodução do Coliseu, que levou um terço do tempo da montagem da maquete / Crédito: Divulgação

 

Gismondi demorou 35 anos para encerrar esse minucioso trabalho de reconstituição, que levou muitas etapas de formulação a partir de fontes. O projeto foi um desejo de Mussolini, encomendado em 1933 e iniciado em 1936 para a celebração de aniversário do Imperador Augusto. O arqueólogo começou a partir do mapa do local, feito por Rodolfo Lanciani em 1901.

O restante da construção da maquete se deu a partir de uma diversidade de fontes e foi desenvolvido em diferentes partes. A maquete foi encerrada completamente no ano de 1971. Com um total de 16 metros de comprimento.

Hoje é considerada a maior referência atual da malha urbana romana. O exemplar está exposto no Museu da Civilização Romana, famosa pelo nome Plastico di Roma Imperiale.