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456 anos da morte de Michelangelo: após o óbito, o cadáver do artista foi roubado pelo próprio sobrinho

Um dos maiores artistas da história, que teve uma vasta obra, teria feito um desejo especifico antes de morrer

André Nogueira Publicado em 18/02/2020, às 11h33

Michelangelo
Michelangelo - Getty Images

Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, mais conhecido pelo seu primeiro nome, foi um dos maiores artistas da História, realizando as mais diversas façanhas na área da escultura, pintura, arquitetura, filosofia e engenharia.

Nascido em 1475, ele morreu aos 88 anos, deixando um importante legado. Entre suas principais obras conhecidas, estão a Pietà do Vaticano, de 1499, a famosa estátua de Davi, de 1501, a pintura bíblica do teto da Capela Sistina, principal estrutura de Roma, a restauração da capela de Sacristia Nova, em 1520. 

Além disso, também foi responsável por dar vida a escultura Moisés, de 1515, que, ao adornar a figura bíblica com cornos, demonstra a preocupação do artista em estudar as formas de representação das figuras que compõe.

Escultura de seus rosto, por Daniele da Volterra / Crédito: Wikimedia Commons

 

Michelangelo morreu em 18 de fevereiro de 1564, vítima de uma febre súbita. De acordo com relatos da época, faleceu com paz e tranquilidade em Roma, na companhia de Tiberio Calcagni, Diomede Leoni, Tommaso dei Cavalieri e Daniele de Volterra, assim como dois médicos que o auxiliavam.

Davi / Crédito: Wikimedia Commons

 

Depois que faleceu, foi enterrado com as mais elegantes honrarias por ordens do governador da cidade, sendo sepultado na Basílica dos Doze Santos Apóstolos, como grande nome.

No entanto, seu sobrinho Lionardo tinha certeza de que o desejo do polímata era ser enterrado em Florença e roubou seu cadáver, que foi transferido como uma mercadoria para o local. Após chegar na alfândega local, foi levado com cautela a um oratório, onde repousou por um dia pare ser encaminhado para a Basílica da Santa Cruz.

Pietà, no Vaticano / Crédito: Wikimedia Commons

 

Toda a descrição do processo foi em vão: assim que a população percebeu que se tratava dos restos de Michelangelo, um enorme cortejo ganhou vida ao redor da igreja.

O Nascimento do Homem, fragmento do teto da Capela Sistina / Crédito: Wikimedia Commons

 

Segundo os registros do tenente local da Accademia de Florença, que ordenou que o caixão fosse aberto após perceber a multidão, o corpo de Michelangelo estava intacto e sem cheiro depois de vinte e cinco dias de movimentação. Mesmo após a morte, o artista era admirado e acompanhado, até que foi plenamente enterrado onde hoje também estão os restos de Galileu e Maquiavel.


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