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Isabel Rivera Hernández: a triste saga da mulher que passou 15 anos morta em um apartamento

Durante anos, o destino da proprietária de um apartamento localizado em Madrid intrigou vizinhos

Victória Gearini Publicado em 19/12/2020, às 10h00

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Divulgação / Pixabay

O rosto de Isabel Rivera Hernández já havia se tornado uma lembrança distante entre os moradores do bairro Arturo Soria, em Madrid. No entanto, a curiosa proprietária fantasma sempre pagava o condomínio do seu apartamento.

Contudo, por 15 anos, vizinhos e familiares não sentiram sua falta, até que em 2019, seu corpo foi encontrado pelas autoridades.

Vizinha reclusa

Nascida em 1926, Isabel Rivera morava neste mesmo edifício desde 1965. Mais tarde, a mulher passou a dividir o apartamento com Juan Molina Muñoz, arquiteto divorciado e que tinha filhos. Segundo os vizinhos, com o passar do tempo, a dupla passou a se isolar cada vez mais.

Após a morte de Muñoz, Rivera passou a viver sozinha. O pouco contato que tinha com a família diminuiu gradativamente com o passar dos anos. De acordo com os moradores, a mulher teria sido vista pela última vez em 2004, mas nem a família nem os vizinhos desconfiaram do pior cenário possível: ela estava morta.

Fachada do prédio em que Isabel Rivera Hernández morava / Crédito: Divulgação / Jaime Villanueva 

 

Em janeiro de 2014, a vizinha Emilia Muñoz, preocupou-se com a mulher, após operadores removerem luzes de Natal e deixarem um cabo solto entre a varanda de Rivera e um poste de luz.

Na ocasião, a moradora ligou para a polícia para que pudesse cortar o cabo e averiguar se a senhora estava bem, já que fazia anos que ninguém a via.

“Eu disse a um agente para olhar dentro da casa porque fazia muito tempo que não tínhamos notícias dela. Talvez estivesse morta ou algo estava acontecendo. Olhamos a caixa de correio e vimos algumas contas de luz e, como as anteriores estavam pagas, ele me disse que deveria estar viva. O que mais eu poderia fazer?”, disse Emilia Muñoz, conforme repercutido pelo El País.

Suspeitas 

Ao longo dos anos, algumas outras pessoas chegaram a suspeitar que algo havia acontecido com a senhora. Pouco antes de encontrar o cadáver, a gerente do banco que a mulher tinha uma conta apareceu no prédio perguntando pela cliente.

Isso porque ele achava estranho o fato de uma pessoa pagar somente as contas, sem ter outros gastos. No entanto, após averiguar a situação e não obter respostas, deixou o caso de lado. 

Após a visita da funcionária do banco, os vizinhos ficaram ainda mais intrigados. A solução foi contatar a delegacia do distrito de Ciudad Lineal. No entanto, as autoridades disseram que só poderiam investigar o caso após a notificação de algum familiar.

Os moradores, portanto, ligaram para a cunhada de Rivera, que disse acreditar que a senhora estaria morando em uma casa de repouso. Mas, não era o fim da curiosidade que tomava a cabeça dos vizinhos.

Prédio onde o corpo de Isabel Rivera Hernández foi encontrado / Crédito: Divulgação / Google Maps

 

Mais tarde, outro vizinho demonstrou estar preocupado com o desaparecimento da proprietária. Durante uma visita à prefeitura regional, o homem perguntou sobre ela, mas foi informado que não poderia obter respostas por causa da lei de proteção de dados. Novamente o assunto foi esquecido.

Corpo mumificado

Em 2019, o caso foi finalmente solucionado. Na época, o Escritório do Censo Eleitoral, informou que Rivera deveria comparecer em um colégio eleitoral para votar nas eleições. Como era de se esperar, também não respondeu a notificação. A solução veio com uma sobrinha, que decidiu procurar a polícia.

Devido a denúncia, as autoridades acionaram uma busca em seu apartamento. Na ocasião, os bombeiros tiveram que entrar pela varanda, pois antes de morrer, ela havia deixado às chaves nas fechaduras. 

O corpo de Rivera foi encontrado em outubro de 2019, no banheiro de seu apartamento. Segundo os legistas, a senhora teria morrido de causa natural e devido às condições ideais de umidade e ventilação seu corpo havia sido mumificado.

De acordo com o jornal La Vanguardia, os médicos alegaram que a mulher estaria morta entre um período que compreende 14 e 16 anos. Isso foi possível porque os gatos da proprietária 'fantasma' - condomínio e contas mensais - eram debitados da conta bancária em que recebia pensão, assim nada parecia estranho naquele apartamento.


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