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Jack Ruby, o homem que exterminou o assassino de John F. Kennedy

Em 1963, o americano tomou uma atitude drástica ao matar Lee Harvey Oswald, em um crime que nunca foi totalmente esclarecido

Alana Sousa Publicado em 25/07/2020, às 11h30

Mugshot de Jack Ruby
Mugshot de Jack Ruby - Wikimedia Commons

Em 22 de novembro de 1963, John F. Kennedy, 35º presidente dos Estados Unidos, fazia uma comitiva presidencial deslocando-se para o centro de Dallas. No trajeto acenava para muitas pessoas que estavam felizes por vê-lo, com sua esposa do lado Jacqueline Kennedy ao seu lado, parecia que tudo ia bem.

Até que, um tiroteio teve início. Kennedy foi ferido gravemente, 30 minutos depois, estava morto. “Não tivemos nunca uma esperança de salvar a sua vida”, declararam os médicos do Parkland Hospital. O autor do disparo, Lee Harvey Oswald, foi capturado cerca de 1 hora depois.

Parecia que a situação estava controlada, Oswald estava sob detenção e enfrentaria julgamento. Para isso, no dia seguinte, 24 de novembro, o criminoso precisaria ser enviado para uma prisão em um condado próximo. Ao ser escoltado pela polícia, um homem saiu do meio da multidão e, com um único disparo, atirou e matou Lee Harvey. O assassino era: Jack Ruby.

Momento dos disparos direcionados a limusine presidencial / Crédito: Divulgação 

 

Jack Ruby, o terceiro ponto do caso Kennedy

Nascido em 1911, em Chicago, sua infância e adolescência foi conturbada, passando por violência doméstica, abandono, lares adotivos e uma prisão aos 11 anos de idade. Entre alguns trabalhos no início da vida adulta, foi convocado, em 1943, durante a Segunda Guerra, para servir nas Forças Aéreas do Exército dos EUA, atuou como mecânico de aeronaves nas bases americanas.

Após ser liberado voltou para Chicago, menos de um ano depois, firmou residência em Dallas. Lá, juntamente com seus irmãos, mudou seu sobrenome, de Rubenstein para Ruby. Na cidade, administrava uma rede de boates, clubes de strip e salões de dança.

Sem filhos ou esposa, morava com um colega, George Senator, o qual, mais tarde, rumores especulavam que seria seu namorado, apesar de nada ter sido confirmado. Além de atividades comuns, existem evidências que apontam o envolvimento de Jack com jogos ilegais, narcóticos e prostituição. Steve Guthrie, ex-xerife do condado de Dallas, chegou a afirmar que Ruby “operava algumas atividades de prostituição e outros vícios em seu clube”.

Apesar de ter uma rotina de trabalho e amigos, Jack buscava atrair mais atenção para seus clubes e, consequentemente, para si, segundo pessoas que o conheciam. Acredita-se que ele acumulava muitas dívidas, no início da década de 1960.

O assassinato

Depoimentos tardios fornecidos às autoridades americanas, conhecidos de Jack o descreveram como “um maluco”, “totalmente imprevisível”, “um psicopata” que sofria “de alguma forma de perturbação”.

Momento do assassinato de Oswald / Crédito: Wikimedia Commons

 

No dia do assassinato de Kennedy, a polícia buscou reviver os passos de Ruby. De acordo com seus funcionários, ele permaneceu no escritório até 13h30, sendo que alguns divergiram da informação, dizendo que ele poderia ter deixado o local antes. O presidente fora baleado às 12h30.

O homem voltara ao clube às 13h45 apenas para avisar que o dia de trabalho havia sido cancelado. Imagens recuperadas mostraram Jack na sede da polícia de Dallas após a prisão de Oswald e, em outra ocasião se passou por um repórter em uma comitiva de imprensa. Analisando depois, seu comportamento já era suspeito.

Em 24 de novembro, Ruby ficaria eternizado na história. Às 11h21 da manhã daquele dia, Lee Harvey Oswald estava sendo escoltando para um carro blindado quando foi atingido fatalmente no abdômen por Jack.

O assassino de Kennedy gritou e gemeu no chão de dor por longos minutos, até que o barulho cessou. Uma autópsia revelou que a bala causou estrago no baço, estômago, rim, fígado, diafragma e costela, até descansar em seu lado direito. Ele fora levado ao mesmo hospital que o político, dias antes. Duas horas depois, era declarado morto.

Prisão e morte

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Jack Ruby algemado / Crédito: Wikimedia Commons

Jack Ruby foi levado preso, em março de 1964 foi condenado oficialmente à morte. Enquanto alguns o viam como um vingador e até mesmo um herói americano, o júri não hesitou ao acusa-lo e dar-lhe a penalidade máxima.

Os anos que se seguiram foram marcados pelos constantes pedidos dele por salvação, dizia que sua vida estava em perigo no presídio. Queria, a todo custo, provar que não estava envolvido em uma conspiração para matar Kennedy.

Naquela altura, teorias conspiratórias afirmavam que Ruby matara Oswald por queima de arquivo, e que, ambos estavam juntos em um esquema para exterminar o presidente dos Estados Unidos. Uma rede de criminosos que envolvia até mesmo o vice-presidente — que ficou no lugar de Kennedy —, Lyndon Johnson. A razão pela qual matou Lee nunca foi totalmente esclarecida.

No ano de 1966, as apelações foram aceitas, o Tribunal de Apelações Criminais do Texas anulou a sentença do homem que estava sendo falado por todo o mundo. Um novo julgamento estava marcado para fevereiro do ano seguinte.

Entretanto, no final de 1966, Ruby foi internado, pois, estava muito doente. Exames detectaram que ele sofria de câncer no fígado, pulmões e cérebro. Após três semanas, uma embolia pulmonar por câncer de pulmão, o levou a óbito, no Parkland Hospital, mesmo hospital que Kennedy deu seu último suspiro.


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