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O que aconteceu com Chris Kyle, o sniper americano?

O sniper estadunidense Chris Kyle afirmava ter matado centenas de pessoas durante a Guerra do Iraque

Redação Publicado em 01/05/2022, às 09h00

O atirador de elite Chris Kyle
O atirador de elite Chris Kyle - Divulgação / vídeo / Youtube / Team Coco

Chris Kyle, o "atirador de elite mais letal da história dos EUA", como ele próprio se autodenominava, foi responsável pela morte de ao menos 150 pessoas durante sua carreira (255, segundo suas contas, mas alvo de debate).

Atuação militar e livros

De acordo com informações da revista Veja em 2017, Chris participou de quatro missões no Iraque entre os anos de 1999 e 2009. Nesse período foi condecorado com inúmeras medalhas por sua bravura em combate.

Eddie Ray Routh em seu julgamento / Crédito: Getty Images

Em 2017, quando tinha 38 anos, acabou sendo assassinado em um campo de tiro no Texas, ao lado de seu vizinho Chad Littlefield.

Na época, as mortes foram comunicadas pela Fundação Fitco Cares, responsável por prestar apoio a ex-soldados que sofrem de estresse pós-traumático após o retorno de suas missões.

Conforme apontaram as autoridades, o suspeito era atendido pela organização, a qual teve Kyle como um de seus idealizadores. O homem, identificado como Eddie Ray Routh, era um veterano da Guerra no Iraque, assim como o atirador de elite.

“É um choque, é impressionante pensar que, depois de tudo por que Chris passou, é assim que ele encontra o seu fim. Houve tantas maneiras pela qual ele poderia ter sido morto no Iraque”, disse Scott McEwen à Reuters em 2013. Ao lado do combatente, ele escreveu escreveu o livro American Sniper (atirador americano, em português) na época do ocorrido.

Chris ainda é coautor de um segundo livro, chamado American Gun (arma americana), no qual aborda sobre o papel de dez diferentes armas na história dos Estados Unidos. 

Atirador de elite "mais letal da história"

No ano de 2012, em entrevista à Veja, Kyle declarou ter matado 255 pessoas durante os dez anos em que atuou como chefe do pelotão Charlie, terceiro grupo da força Seal.

O Pentágono, no entanto, confirmou "apenas" 150 mortes. Antes do militar, o maior número já contabilizado por um atirador de elite foi de 109 e ocorreu na Guerra do Vietnã.

Foi por esse motivo que Kyle escreveu em "American Sniper" que ele seria “o atirador de elite mais letal da história militar americana”.

O estadunidense ainda afirmou, na mesma obra, que gostaria de ter matado mais, “não pelo ato de matar”, mas porque acreditava estar salvando pessoas inocentes.

Fotografia de Kyle exibida durante homenagem após sua morte / Crédito: Getty Images

Aprendeu a atirar com o pai

O sniper revelou ter aprendido a atirar ainda criança, com seu pai, para que pudesse se tornar um grande caçador. Já adulto, serviu na Guerra do Iraque, onde passou a ser conhecido como “demônio”.

Ao voltar para casa, no estado do Texas, foi encarado como um herói. Em sua terra natal, tornou-se diretor de uma empresa que presta serviços para as Forças Armadas dos EUA, treinando futuros atiradores de elite.

Ele chegou a contar em entrevista como se sentiu quando teve de atirar em uma mulher civil que corria com um pacote nas mãos: "Tenho certa vergonha, mas não me arrependo", disse o norte-americano em entrevista à Veja. Ainda assim, o ex-atirador de elite se definiu como uma pessoa amorosa e agradeceu aos seus familiares por todo o apoio recebido.